Archive for the ‘Comportamento’ Category

Bicha Fêmea Convidada em Foco – Luci

Dezembro 2, 2009

 

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Passear na blogosfera é bom, muito bom. Creio que você não questione isso, não é? Melhor ainda é quando você encontra num blog um jeito de escrever da blogueira, e de ver a vida também, que te ponha a refletir sobre algo. Eu valorizo isso, e muito, num espaço virtual que eu frequente.

Nem é preciso você concordar sempre com o que lê. Alguém já disse que a unanimidade é burra, e eu concordo com isso até demais. E enriquecedor mesmo é quando a troca de ideias, ainda que contrárias, se dá num nível tão maduro que a discordância talvez enriqueça mais do que se houvesse o contrário dela sempre.

Sabia que achei um espaço assim na blogosfera? Trata-se do Vida, comandado pela Luci. Respeito muito essa blogueira, demais até, e gosto de ler suas opiniões porque vêm de uma mulher madura, segura de si e da inteligência que possui, sem meias palavras e dona de uma redação limpa, elegante, coerente e objetiva.

Não poderia ser diferente neste post em que ela é a convidada de hoje. Luci discorre sobre como ela vê a quantas anda frouxa as relações mãe e filho hoje em dia, e fala com a autoridade de quem não precisou ter parido para ter a sensibilidade inquestionável de uma amorosa e sábia mãe. Só conferir…

Por Luci – Vida

Vocês não imaginam minha surpresa quando a Lidiane me convidou para escrever para o Bicha. Coração disparou!!! Depois dos olhos arregalados e um monte de interrogações na mente, esbocei um sorriso de felicidade, mas logo pesou a responsabilidade e dúvidas. A maior delas: escrever sobre o que? No final optei por escrever sobre algo que estava na mente e no coração naqueles dias. Vocês não imaginam o parto que foi pra esse filho nascer, mas aí se eu for contar, daria outro post.EmoticonBigSmile

É um assunto que realmente me preocupa e creio que aqui, onde passam tantas mulheres inteligentes, diferentes, conscientes, poderíamos trocar opiniões sobre. Afinal, é uma grande e difícil responsabilidade: educar os homens e mulheres de amanhã, até mesmo porque os queremos felizes.

Estava na cozinha lavando a louça do almoço, ouvindo Belchior e unindo minha voz a dele, quando uma briga entre mãe e filho, em um apartamento qualquer atrapalhou nosso dueto. O que mais chamou minha atenção foi a competição de quem gritava mais alto. E no meio da discussão, ouço o filho chamar a mãe de idiota, burra. O primeiro pensamento que me veio foi de que se eu tivesse feito algo parecido quando criança, com certeza não teria passado impune.

Eu e meu irmão apanhamos um bocado (não vou entrar no mérito do merecimento EmoticonBigSmile) Ela pegava a primeira coisa que via pela frente e a mais usada era a fita métrica, já que ela estava sempre no seu pescoço, pois era costureira. Toda vez que mamãe comprava uma fita nova, nós tratávamos logo de arrancar aquela parte de metal pois não éramos bobos nem nada.

Mas tinha o outro lado. Mamãe sempre foi muito carinhosa. Adorava abraçar, beijar, brincar, até rolar no chão com a gente. Foi assim por toda a vida. Ela faleceu há 3 anos vitima do mal de parkinson e demência parkinsoniana (que só 20% dos parkissonianos têm e que é igual ao Alzheimer) e até o final ela não perdeu isso, o ser muito carinhosa. O que mais sinto falta é justamente dos seus abraços e cafunés, dos chamegos. Além disso sempre conversou muito conosco e nunca nos deixou sem respostas. Conversávamos muito e mesmo adultos, era nossa melhor amiga e a quem recorríamos sempre para pedir conselhos.

Definitivamente apanhar como muitos apanhávamos não é algo legal nem saudável, todos sabemos disso, mas o oposto, o não fazer absolutamente nada, também não.

embroideryetcetera.com Uma coisa que me preocupa muito é a educação que as crianças vem recebendo há alguns anos, ou a falta dessa educação. Houve um tempo que jovens que faziam coisas erradas, eram favelados, baixíssima renda. Hoje estão em todas as classes sociais. Vejo que o que antes era exceção, está se tornando regra. Vejo crianças gritando com os pais sem nenhum respeito, algumas vezes até batendo. Vejo pais gritando com filhos e esses nem olham pra eles e continuam fazendo a mesma coisa como se nada estivesse acontecendo. Vejo pais que não conseguem sustentar um “não”, pois para ficarem livres da insistência da criança (que é bem esperta e já aprendeu o truque,) acabam cedendo ou para abrandar a culpa de não poderem estar muito presentes. Vejo pais sem tempo para conversar com seus filhos pois quando chegam do trabalho, as crianças estão dormindo, ou chegam tão cansados e já com outras coisas para fazer, que não param para dar alguma atenção, algum carinho. Enfim, é uma série de situações que conhecemos bem, que todos nós presenciamos na família ou entre amigos.

Não sou a favor de bater, mas acho que um castigo é sempre bem vindo. Impor limites é fundamental. Porém acima de tudo creio que o que falta é demonstração de amor. Dizer “não” é um ato de amor. Sentar para “conversar” é um ato de amor. Não ficar aos gritos, manter a firmeza no que fala é um ato de amor. Dar exemplo através de suas atitudes é um ato de amor, pois as crianças aprendem muito com o que vêem. Parar para dar carinho e atenção é um ato de amor. Saber impor limites é um ato de amor. Vejo crianças, jovens, adultos que desconhecem os valores mais importantes da vida. As famílias não estão ensinando esses valores, porque muitos dos pais de hoje já foram criados sem eles. E o mais importante deles, que é o respeito, está se perdendo.

“As crianças são o futuro”. Pelo que vejo hoje, tenho medo de como será daqui mais uns anos. Como serão os filhos dessas crianças, desses jovens? Que adultos se tornarão? Que tipo de profissionais serão? Que famílias formarão?

Creio que todos nós podemos ajudar para que esse quadro mude. Sempre podemos doar algo a uma criança, a um jovem que esteja em nossas vidas. Não tive filhos, mas a vida colocou muitos filhos na minha vida e eu sempre tentei dar a eles algum valor e carinho.

Imagem: Embroidery Etcetera

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Bicha Fêmea Convidada em Foco – Letícia

Bicha Fêmea Convidada em Foco – Elaine Gaspareto

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Desdobramento dos comentários e do Twitter…

Novembro 26, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Ontem eu postei aqui no Bicha Fêmea uma indicação de post bacana, que foi escrito pela Fernanda, do blog Devaneios Domésticos. O post vale mesmo a leitura, porque mostra o relato do que aconteceu com a Fernanda, que levava uma vida acelerada (como a da imensa maioria das mulheres) e não parava sequer para prestar atenção no que estava acontecendo com o corpo dela. O post vale como alerta.

O ritmo de vida de Fernanda hoje em dia é outro, por escolha dela, porque felizmente foi possível ela dar espaço ao que era prioridade na sua vida.

Fabiana, que edita o Ideias, Detalhes & Dicas, refletiu sobre o que leu, questionou aqui no Bicha Fêmea e no Twitter (me segue aí!! – @bichafemea):

“…porque será que queremos ser sempre as heróinas?”

A pergunta deu “pano para manga”, pelo menos para mim, porque me pus a pensar na pergunta de Fabiana, e respondi:

Boa pergunta, Fabiana!

Difícil é não encontrar uma mulher que não tenha tomado para si, em algum momento da vida, esse papel, o de heroína. Eu também estou nesse meio… mas estou tentando me desvencilhar dessa armadilha, ao passo em que muitas vezes passei a questionar minha postura e pensamentos.

Comecei a pensar: se é possível ter uma vida menos acelerada, por que viver o contrário?

Evidentemente, não é possível para muitas mulheres esse tipo de escolha. Também é verdade que há muitas delas que levam uma rotina abarrotada de atividades, e são felizes assim. Mas eu me percebi não sendo, e assumi que outro modelo é que me fazia bem.

Sempre escutei o ditado de que o que é de gosto, é o regalo da vida (é assim?). Portanto, se a forma como se vive, apesar de cansativa, deixa a pessoa feliz, ótimo. Mas se não, e na verdade esse modelo de vida é o causador de exaustão diária, além de reclamações, por que continuar? Eu não continuei…

Nesse momento chego na opinião que tenho para a sua pergunta: eu acredito que a mulher sempre quer ser heroína porque aprendeu como verdade absoluta que para ser respeitada ela tem que “se virar nos 30”, nem que para isso ela leve uma vida no limite do cansaço e sem qualidade de vida alguma.

Qual a vantagem disso tudo mesmo? O que motiva esse tipo de postura? Eis mais alguns questionamentos…

Pois é, bonita! Foi isso aí logo acima que eu respondi para a Fabiana. E depois de dar minha opinião, adivinha qual dúvida veio a minha cabeça? Saber tua opinião sobre o porquê de as mulheres quererem sempre ser as heroínas.

As bichas fêmeas falam…

Fernanda, Devaneios Domésticos:

“…Acho que esta “vida louca, louca vida, vida breve” como já dizia Cazuza é uma constante auto afirmação. É fruto de uma sociedade que impõe, que cobra e que maltrata…”

Luci, Vida:

“…vejo as mulheres se questionando sobre tudo isso e não apenas se enfiando em tudo sem pensar. Tem que escolher prioridades, tem que aprender a deixar certas coisas prá lá, saber que sentar com os filhos e brincar um pouquinho relaxada é mais importante que a louça suja que está na pia (um exemplo simples, viu?) e o mundo não vai acabar por causa disso. Tem que parar de se preocupar com os outros, o que pensam, o que cobram, e principalmente se cobrar menos. “É preciso saber viver” porque senão a vida vem e te derruba e mostra que você pode parar que a vida não para…”

Dricca Kastrup, DRICCA KASTRUP:

“…Entendi, com ajuda de terapia, claaaaaaaaaro (meu terapeuta é simplesmente o máximo!) que, quando a gente aprende a se exigir menos, ganha o bônus de exigir menos do outro também, passa a compreender melhor a humanidade própria e alheia. Gente, alow ! O ser humano não é nem tem que ser perfeito ! A gente tem que se perdoar, tem que relevar !…”

Rosi, Mundinho Particular:

“Confesso que sou contraditória, reclamo da correria, mas sinto falta dela. Sou uma típica heroína: filha, profissional, amiga, mulher e amante. Ajudo sempre que posso, ligo, dô conselhos, me importo com os problemas dos outros, sofro, isso me cansa, mas é o que me move…”

Patrícia Pirota, Ainda MininaMá;

“…Não dá pra negar que os movimentos em prol da emancipação feminina afetaram por demais o comportamento das mulheres que vieram depois deles. É como se fôssemos, hoje, obrigadas a honrar os sutiãs queimados em praça pública tantos anos atrás.
E assim se vai engolindo o tempo com água, pra ver se consegue-se dar conta de fazer tudoaomesmotempoagora.
Eu já cansei de tentar ser a Mulher-Maravilha [até porque aquele collant é soooo last week xD]. Aceitei minhas limitações, minhas escolhas. Corro sempre, faço muita coisa, mas sempre o que me dá prazer. E se vou deitar na cama podre de cansada, fico feliz por ter feito o melhor pra mim, por mim, por ter feito o que quis…”

Flávia Zocoler, Casa da Flá:

“…Colocar-se na condição de heroína é uma opção. O importante é não esquecer que não temos super poderes e sair por aí, querendo salvar o mundo e esquecendo de si mesma.

O que podemos fazer de melhor para o mundo começa com o cuidado e o respeito que devemos ter com nossos limites. Aí está o segredo da Mulher Maravilha!…”

Claudia Ramalho, Feito a Mão:

“…O fato de sermos descritas como o sexo frágil cria um estigma que para muitas é ruim. Eu não preciso de ninugém para me dar suporte, mas posso precisar de ajuda eventualmente. Isso não me torna menos mulher, menos capaz.
É complicado… O que estamos fazendo aqui é uma verdadeira terapia de grupo…”

Post no Bicha Fêmea Que Indica Post Bacana…

Novembro 25, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

A melhor coisa que se pode fazer nessa blogosferademeuDeus é trocar, trocar e trocar… eu não canso de dizer e achar isso. E tenho cá para mim que a rede de relacionamentos que se cria entre os blogs femininos é que é das boas.

Não é mistério para ninguém que mulher gosta, e muito, de falar e conversar. É o que chamo de trololó

E convesa vai, post vem, texto aqui, experiência ali, dei de cara com um post da Claudia Ramalho, bicha fêmea que edita o Feito a Mão, indicando um outro post.

Eu, que nem gosto de me perder blogosfera afora… cof cof cof… lá fui eu conferir a indicação da Claudia. E me surpreendi…

O texto que li é um desabafo, um testemunho e, para quem quer que o considere assim, um alerta. Isso! Um alerta para mulheres que correm loucas de um lado para o outro (hein? Será que isso tem a ver com a gente?!EmoticonConfused ) e não perceberam (ainda) o mais importante…

Onde está esse texto? Está neste post, brilhantemente escrito pela Fernanda, do blog Devaneios Domésticos. É para ler e ficar com uma pulga atrás da orelha…

Bicha Fêmea Convidada em Foco – Letícia

Novembro 18, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Se você me perguntar quem chegou no blog de quem, se eu no Casa de Catarina, editado pela Letícia ou simplesmente Lelê, ou se ela no Bicha Fêmea, nem sei mais informar…

Parece que foi ontem que começamos nosso trololó bloguístico, um vai e vem com trocas diárias, post a post, o que me rendeu o prazer de vê-la forjando aos poucos sua identidade como blogueira.

Já falei para a Lelê, em conversa por e-mail, que ela faz parte de uma turma de blogueiras que considero da melhor qualidade. Ela é o tipo de pessoa que me ensina muito com sua sensibilidade, humanidade, simpatia, honestidade e coerência. E, de quebra, me inspira e faz brilhar meus olhos com as fofurices que andam saindo de suas mãos, e belos textos com emoção escancarada que saem de sua mente, e passam por seus dedos…

Desconfio que depois da leitura desse texto você vai, sim, querer conhecer a Casa de Catarina, e muito mais porque você vai se enxergar nele do que qualquer outra coisa. Qualquer semelhança com seus sentimentos, não será mera coincidência…

Por Letícia – Casa de Catarina 

Como todas as “Bichas Fêmeas” que por aqui passaram, me sinto lisonjeada de contribuir um pouco com este blog que adoro! A Lidiane, com a sua natureza agregadora, criou um pequeno lar delicioso para todas nós convivermos, com um trololó pra lá de bom.

Foi muito difícil escolher o tema, pensei em tantas coisas, mas queria falar de algo mais pessoal, mais subjetivo, que normalmente não posto no meu blog. A subjetividade do texto o tornou ainda mais difícil de escrever, é sempre muito complicado falar de sentimentos com palavras. Peguei o tema de algo que a Lidiane sempre comenta comigo, da minha sensibilidade. Parei, refleti e escrevi um pouco sobre a minha relação com ela.

Um super beijo para todas as Bichas Fêmeas que por aqui passarem!

A descoberta e a sensibilidade

imagem Sempre imaginei que um dia acordaria e me descobriria uma pessoa “adulta”. Bem resolvida, toda cheia de mim, focada e mais uma grande quantidade de adjetivos que acreditava ser a definição de “GENTE GRANDE” ou “GRANDE MULHER”. Tanto fiz, que durante muito tempo, percorri caminhos para me firmar e ser aquilo que acreditava que era crescer: estudei, me formei, fui trabalhar (e me tornei uma workaholic), brigava, fingia não ter sentimentos e endureci. Eu realmente achei por muito tempo, que ser durona faria de mim uma pessoa mais forte, uma pessoa que sabe o que quer e que não tem dúvidas sobre a vida. Grande engano…

Pois bem, o dia de acordar adulta não chegou. E como toda pessoa que se permite, mudei. Mudei de opinião sobre o que é crescer. Este pequeno clique foi o começo de um processo que parece não ter fim. Sentia que a falta de sensibilidade não refletia o que eu era de verdade. A criatividade, algo que sempre foi muito forte na minha personalidade, estava guardada em algum lugar que eu não conseguia acessar. Acho que no fim das contas, tinha saudades de algo que eu era, ou melhor, ainda sou.

Foi neste dia, quando parei de olhar para fora e me preocupar com as minhas referências, que percebi que estava crescendo. Um trabalho sem fim, onde nós estamos na direção e muitas vezes não sabemos para onde ir. É desesperador um dia você acordar e perceber que é você quem dirige a sua vida. É uma responsabilidade muito grande. Muito mais fácil colocar este poder na mão de outras pessoas: dos pais, dos filhos, dos companheiros, dos amigos, do trabalho. A realidade é que a felicidade é nossa responsabilidade. E dá medo, administrar tudo isso.

Neste processo, tenho dias de ansiedade grande: a ansiedade boa, da busca pelo que desejo, mas também a ansiedade ruim, do medo de não saber por quais caminhos vou trilhar. E refletindo, descobri que precisava parar de PENSAR e começar a sentir… usar a minha intuição. Reabrir os canais. Me sensibilizar. Me descobrir.

Ser mulher hoje em dia é ser muita coisa. É ser substantivo: companheira, esposa, mãe, filha, irmã, profissional e amiga. É ser adjetivo: bonita, inteligente, forte, culta, carinhosa, sensível e sexy. É verbo: apenar ser. Este verbo de ligação que sozinho parece não ter nenhum sentido, quando acompanhado da palavra mulher se transforma em uma porção boas de coisas (ou seria de boas coisas). No meio de substantivos, adjetivos e verbos tento encontrar o meu caminho, buscando sempre a minha essência.

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E A Educação? Vem Mesmo De Berço???

Novembro 16, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

vintageholidaycrafts.comVocê já deve saber que eu não sou mãe, ?! Talvez você desconfie que eu alimente essa vontade. Pois, você está certíssima: eu quero muito passar por essa experiência. Talvez por isso mesmo eu já tenha entrado “no clima”, e alguns assuntos ligados a educação da criançada chamem a minha atenção. Ou talvez seja apenas o meu desejo de ver uma sociedade formada por cidadãos civilizados, e na qual serei anciã no futuro…

Certamente foi esse sentimento que me fez replicar um e-mail esta semana, onde havia um vídeo que mostrava como o comportamento dos adultos influenciavam a atitude dos pequenos. O vídeo mostrava adultos em situação de comportamento duvidoso, digo, falando aos berros, faltando com gentileza ao outro, entre outras coisas. E os pequenos? Naturalmente, faziam exatamente igual. A mensagem certamente nos inquieta, porque gerou uma certa discussão nos bastidores do Bicha Fêmea. Algumas meninas, para quem eu enviei o vídeo, me responderam colocando o seu ponto de vista, e acabamos por travar algum trololó. E eu nem gosto, ?

vintageholidaycrafts.com2O fato é que isso até deu pano para manga em outro post, de outra bicha fêmea navegante que recebeu meu e-mail, onde o vídeo foi postado. Se quiser vê-lo, caso não o tenha recebido, ele está no post “Crianças São o Nosso Reflexo”, da Raquel, do blog Simples e Original. Mas sabe por que ainda estou com essa inquietação na cabeça? É que vi um comportamento infantil típico de adulto mal educado e que, com certeza, deve ter sido motivado por algum exemplo próximo da criança.

No último Sábado eu passei o dia no Wet’n Wild, um parque aquático da região de Campinas. No espaço para as crianças havia uma fila para que elas usassem o toboágua. Qual não foi minha surpresa, horrorizada pela constatação da mensagem do vídeo, quando vi um menino que, ávido por brincar, furou fila e não soube esperar como os outros, e “emburacou” no toboágua. Lá embaixo o menino caiu por cima de uma menina que havia escorregado e, por isso, ela afundou a cabeça na água, o que a fez levantar desesperada com a boca aberta, procurando o ar. O menino estaria reproduzindo algo que ele vê e, inocentemente, acha que é normal e é assim que as coisas funcionam?

vintageholidaycrafts.com1 O Bicha Fêmea é frequentado por gente como você, que é inteligente, articulada e se questiona. Isso é fundamental, ao meu ver, para que deixemos de levar uma vida no “piloto automático”. Mas muito mais importante que ser revolucionário no campo das ideias, é sê-lo na prática. Então, pergunto: você, como mãe, tem consciência de suas ações e do quanto isso influencia no comportamento de sua cria?

Imagens: Vintage Holiday Crafts

As bichas fêmeas falam…

Esse post gerou uma discussão bastante interessante, disso não tenho dúvidas. E foi além, porque até post a mais saiu depois disso tudo. Acho isso bom, muito bom, quanto mais gente demonstrando com ações o quanto está preocupada com a educação dos pequenos, tanto melhor. Olha só o que comentou a Manuela, que edita o blog Manu Nygaard:

“…Lidi, to fazendoum post com o mesmo video que vc me mandou, fique chocada com o que vi, exatamente porse tratar da mais pura realidade. Só que abordei a coisa por outro angulo que talvez vc ainda não tenha pensado: nós damos o exemplo, nós escolhemos o que nossos filhos serão, logo é nossa responsabilidade. Se eles fazem o que fazemos não é apenas porque estejamos agindo errado, mas porque estamos agindo errado e dando mal exemplo também.
Dá uma olhadinha lá…”

Bicha Fêmea Convidada em Foco – Elaine Gaspareto

Novembro 4, 2009

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A Bicha Fêmea Convidada em Foco de hoje é uma blogueira do tipo que é rara na blogosfera. Nessa bonita eu enxergo sinceridade sem grosseria, amizade sem afetamentos e elegância de comportamento. Não lembro ao certo quem chegou primeiro no blog de quem, mas foi tudo muito sutil. E tem sido assim, sutil e delicado, até hoje.

Elaine Gaspareto, blogueira com sensibilidade a flor da pele, escreve no blog Um Pouco de Mim. O blog tem mais dela do qualquer outra coisa: tem sua sensibilidade permeando cada texto; tem sua alma feminina estampada em desabafos, relatos e contos; tem sua inteligência denunciada em textos críticos e de opinião fundamentada; tem sua generosidade derretida em posts metabloguísticos

E mais ainda, tem ela própria, com seus textos a primeira vista de caráter umbigocentrista (como ela mesma diz…), mas que revelam muito da gente próprio. Desconfio que passe por aí todo o sucesso que o blog de Elaine tem alcançado, pela proeza de fazer com que tantas pessoas, tão diferentes, se enxerguem de alguma forma em suas palavras… é que Elaine se mostra transparente, sem máscaras, sem o que quer que seja, e com muita humanidade.

 

Por Elaine Gaspareto – Um Pouco de Mim

Quando a Lidiane me convidou para escrever um texto para o Bicha Fêmea fiquei muito feliz. Por 5 segundos. Depois fiquei muito preocupada. Por 1 mês. Mas quando sentei para digitar o texto que já estava todo formadinho na minha cabeça fiquei feliz de novo e vou ficar feliz para sempre. Tá, prá sempre é exagero. Mas estou numa felicidade imensa de grande como diz minha sobrinha.

Acredito que isso acontece com todas as mulheres que têm um texto seu publicado neste blog tão emblemático para todas as bichas fêmeas que navegam por aqui. Mas claro que a preocupação é: sobre o que escrever? Eu pensei, pensei e cheguei à conclusão de que teria que ser algo original e único. Mas o que pode ser original neste vasto mundo blogosférico? Hum, deixa ver… Claro! Eu! Porque nós, bichas fêmeas, somos todas únicas. Irrepetíveis. Exclusivas. Vamos lá?

Imagem_074[1] Eu tenho 37 anos. Nasci e vivi a vida toda numa cidade de menos de 40.000 habitantes.Casei aos 23 anos. Não posso ter filhos. Sou uma mulher muito simples, comum, do tipo que se você encontra na rua não olha duas vezes. Mas como toda mulher tenho um mundo dentro de mim.

Como disse, eu cresci em uma pequena cidade do interior de São Paulo. Sou caipira, sabe? E amo ser assim! Durante toda a minha infância eu vi minha mãe sendo submissa ao marido. Não só minha mãe, mas todas as mulheres que eu conhecia. Haviam dois tipos de mulher: as que se pareciam com minha mãe, donas de casa sujeitas ao marido-provedor-do-lar e as descasadas ou jamais casadas, enfim, as sem-homem (que expressão feia!). Essas pareciam viver melhor do que as amélias, mas um olhar mais acurado mostrava logo que não era bem assim pois o preço pela liberdade a mim me parecia alto demais.

O que fazer, então? Eu tinha horror de repetir o modelo que vira durante a vida toda em casa, um modelo que mesclava submissão (dela) e violência (dele). Mas também não queria aquela pseudo-liberdade, que me parecia muito radical e solitária. Para onde ir, então? Eu comecei a ler. Muito.

Enquanto as meninas da minha idade viam novela eu lia. E lia tudo o que me caísse nas mãos. E fui descobrindo que era possível uma vida diferente daquela que conhecia e na qual via murcharem mulheres que envelheciam antes dos 40 anos. Então eu conheci o marido. Claro que ainda não era o marido, mas veio a ser. Casamos jovens. E aprendemos juntos. Temos uma vida boa. Mas poderia ter sido diferente. Pois modelos ruins estavam por toda parte…

Imagem_059[1] Não acredito em casamento que dure e que seja feliz para ambos os cônjuges se o marido chega em casa depois de um dia de trabalho e encontra a casa uma zona, com sujeira para todo lado, roupa suja espalhada e a janta por fazer. Também não há amor que resista a um marido que chega em casa, se joga no sofá e espera que a mulher chegue do trabalho, arrume a casa, cuide das crianças, faça o jantar e se produza toda para uma tórrida noite de amor. Como fazer, então?

Penso que se você assumir o papel de super mulher vai acabar cansando muito cedo. Não há neste mundo quem consiga ser mãe, esposa, profissional, mulher bonita e bem cuidada, dona de casa exemplar, boa de cama e mais um monte de coisas, tudo ao mesmo tempo e agora! As conquistas femininas são importantes mas trouxeram um pesado ônus para a nossa geração. Continuamos com tudo o que sempre foi nosso "dever" e assumimos outros tantos "deveres" que fico com medo de onde a coisa vai parar! Buscamos tanto a igualdade e ela está mais longe do que nunca!  Duvida?

Então imagine a cena: um casal chega ao mesmo tempo do trabalho. A mulher senta no confortável sofá, tira o scarpin de salto alto e estica as pernas. Enquanto isso o marido vai direto para a cozinha começar o jantar. Enquanto isso vai dando banho no filho menor e ajudando o maior com a tarefa da escola. A mulher levanta, toma um banho bem gostoso, coloca uma roupa limpinha e cheirosa que o marido deixou sobre a cama enquanto arrumava o quarto e daí ela vai jantar. Depois do jantar ela vai assistir a novela enquanto ele coloca as crianças na cama e ajeita a louça que ficou na pia. Somente aí o marido vai finalmente tomar banho e desmaiar de cansaço, enquanto a mulher olha e pensa: "será que ele não me ama mais? Nem quis fazer amor hoje. Por que será?"

Imaginou? Quais as chances de acontecer? Mas o inverso acontece todo santo dia. Onde está a igualdade disso? Mas se deixar para o homem todo o peso das finanças de um lar não é mais possível, exigir de nós, bichas fêmeas do século XXI o desempenhar do papel de super- mulher também não é nada justo.

Casamento é parceria. Vida a dois é parceria. Sou casada há 14 anos e digo com toda a certeza que sem parceria não há chance de durar e ser feliz. E eu vim ao mundo para ser feliz. E fazer quem está à minha volta feliz. Não é?

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Post no Bicha Fêmea que Indica Post Bacana.

Outubro 27, 2009

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Se eu tivesse um filho, iria tentar transmitir a ele todo o meu amor…

Por outro lado, talvez não conseguisse. Acho que amor de mãe não é inteligível…

Mas eu tentaria…

Se eu fosse você, leria a tentativa da Claudia Ramalho, do blog Feito a Mão, bem aqui neste post, de transmitir o amor que ela sente pela segunda filha…

Mas só leia, se e somente se, o local onde você estiver lhe permitir se emocionar. Depois não diga que não avisei, hein?!

Ontem foi dia de beleza real. Ame seu corpo, bonita!

Outubro 22, 2009

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button-5978[1] Ontem, hoje e sempre, deveriam ser dias de beleza real, não? Você não se incomoda com os modelos de beleza fictícios que revistas, sites femininos, programas de TV e propagandas de toda ordem tentam empurrar de goela abaixo na gente?

Eu me incomodo sim, sabe por quê? Porque se a gente não tiver senso crítico, acaba mesmo acreditando que somos um monte de bruxas barangas, e que a gente só tem jeito se consumir tudo o que querem que a gente consuma. Fala a verdade! A gente sabe que não é bem assim, não somos bobas e é mais que sabido que os corpos esculturais e perfeitos não existem, portanto buscar a perfeição é algo inatingível. E qual o resultado? Autoestima afetada por isso tudo…

Há que se ter equilíbrio em tudo, não? Queremos ficar bonitas e gostosas? Sim! Queremos! Mas, neuróticas? Não, não queremos. Queremos ficar felizes com o que vemos no espelho: nossa beleza real e singular. É ou não é?

Pois ontem foi dia dizer NÃO a isso tudo sabia, bonita? Eu costumo dizer isso todos os dias. E você?

Lembra que nós já conversamos sobre isso quando falamos de nossas celulites companheiras do dia a dia, e quando discutimos sobre o que é ser escrava da beleza? Pois passa por esse tipo de discussão a proposta da blogagem coletiva liderada pelo blog DUPLAMENTE VENUSIANA.

Ei! Quer ver quem engrossou o coro? Então clica aqui, bem aqui!

Post no Bicha Fêmea que Indica Post Bacana… (Atualizado)

Outubro 14, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Aviso ás bichas fêmeas navegantes: não sei ainda a razão, mas a página onde estava o post, cuja leitura estou sugerindo neste post, deixou de existir. Já enviei e-mail para a Roberta, que é quem gerencia o blog Mix Cultural, e quando eu souber o que pode ter havido, atualizo este post, sim?

Pronto!! Está Resolvido! Agora é aproveitar o texto inspirador da Roberta!!

Sabe quando você lê um texto sobre algo que também faz parte do seu mundo, do que você vive, e você se enxerga completamente nele?

Explico. A Roberta foi questionada pela prima, que não sabe se casa ou não, se ela era feliz no casamento. Roberta respondeu que sim, oras! Mas a prima não acreditou. Sabe por quê? Porque a prima não a via exultante de alegria por aí…

Você, que é casada, anda exultante de alegria por aí? E você, que não é casada, acha que mulheres casadas só são felizes se saírem dando piruetas de felicidade?

Eu não dou pulinhos de alegria o tempo inteiro, mas sou feliz. Mas certamente não saberia explicar para a prima da Roberta como se dá, ou se traduz, essa satisfação no casamento. Mas, creia, a Roberta explicou para a prima.

Como e onde? Exatamente neste post aqui, lá do blog Mix Cultural, onde a bonita escreve. Depois me conta se contigo funciona desse jeito também? Agora fiquei curiosa em saber…Rá!

Mais no Bicha Fêmea…

Post no Bicha Fêmea que Indica Post Bacana – Mundinho Particular.

Post no Bicha Fêmea que Indica Post Bacana – Quero Enfeitar Você.

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Já Não Há Homens Como Antigamente? Que Bom!!

Outubro 5, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Que bom que é assim!!!

Explico. Hoje pela manhã quando liguei a TV, estava no ar o programa da Ana Maria Braga, e justamente na mensagem. Peguei o texto já em andamento e pude entender que tratava-se de uma reclamação, muito bem humorada, pelo excesso de modernidades no homem de hoje. Muitos desses homens querem impressionar, de acordo com a leitura que fiz do que foi dito, e por isso vão para a cozinha, por exemplo, e de forma engraçada, acabam se atrapalhando nas produções culinárias, etc.

httpwww.zazzle.com A razão para o protesto na mensagem era a de que nós, mulheres, sentíamos saudade do tempo em que os homens chegavam na cozinha somente para nos acariciar, e coisa e tal. E o comando das panelas era mesmo nosso. Devo dizer que minha voz não engrossa esse coro, sim? Muito pelo contrário…

Quero ilustrar meu posicionamento com algo que aconteceu hoje mesmo, aqui em casa. O que me animou definitivamente a escrever sobre isso foi o fato de eu ter arrumado a cama com uma colcha que comprei no fim de semana na loja de decoração ETNA. Comprei uma colcha inspirada na de retalhos que postei aqui, e quando coloquei a belezura na cama, usei algumas almofadas para enfeitar. Marido entrou no quarto e animou-se, disse que gostou do resultado. Mas quis fazer algumas ressalvas quanto ás almofadas, porque achou que algumas estavam destoando. Eu rapidamente o encorajei a me dizer quais tirar e quais deixar, e até disse que tinha gostado de ver a disponibilidade dele em querer opinar na decoração. E não é para ser?

Sabe o que fiquei pensando depois desse episódio, em contraponto a reclamação contida na mensagem no programa de TV feminino? Muitas vezes somos nós as responsáveis por algumas atitudes machistas dos homens. Se eles querem enveredar pelas áreas antes definidas para as mulheres, que bom que é assim! Eu acho isso o máximo e muito charmoso…

httpwww.zazzle.com (2) Por que desencorajá-los? O que nos incomoda? Permitir que o homem crie o hábito de interferir mais nos aspectos da vida doméstica, e até estimulá-lo a isso, não seria uma forma de contribuir para uma convivência onde os interesses estejam mais entrelaçados? É bom para todo mundo que não haja uma definição de papéis engessada, sim? Eu acredito piamente que extremismos, como machismo e feminismo, só poluem a relação.

Em suma, penso que são pequenos recortes de cenas do dia a dia como esse, em que a gente elogia as incursões masculinas em áreas antes femininas, como a cozinha ou a decoração, que ajudam a destituir a longo prazo as ideias sexistas no tocante ás funções do homem e da mulher. E mais, quem dera essa postura livre de rótulos enveredasse também, e de alguma maneira, nas ações envolvidas no processo de educação dos meninos, hã? Bom, mas essa discussão eu deixo para as mamães de plantão, e que têm legítimo conhecimento de causa, sim?!

Imagens: zazzle