Archive for the ‘Da Mente’ Category

Bicha Fêmea Convidada em Foco – Luci

Dezembro 2, 2009

 

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Passear na blogosfera é bom, muito bom. Creio que você não questione isso, não é? Melhor ainda é quando você encontra num blog um jeito de escrever da blogueira, e de ver a vida também, que te ponha a refletir sobre algo. Eu valorizo isso, e muito, num espaço virtual que eu frequente.

Nem é preciso você concordar sempre com o que lê. Alguém já disse que a unanimidade é burra, e eu concordo com isso até demais. E enriquecedor mesmo é quando a troca de ideias, ainda que contrárias, se dá num nível tão maduro que a discordância talvez enriqueça mais do que se houvesse o contrário dela sempre.

Sabia que achei um espaço assim na blogosfera? Trata-se do Vida, comandado pela Luci. Respeito muito essa blogueira, demais até, e gosto de ler suas opiniões porque vêm de uma mulher madura, segura de si e da inteligência que possui, sem meias palavras e dona de uma redação limpa, elegante, coerente e objetiva.

Não poderia ser diferente neste post em que ela é a convidada de hoje. Luci discorre sobre como ela vê a quantas anda frouxa as relações mãe e filho hoje em dia, e fala com a autoridade de quem não precisou ter parido para ter a sensibilidade inquestionável de uma amorosa e sábia mãe. Só conferir…

Por Luci – Vida

Vocês não imaginam minha surpresa quando a Lidiane me convidou para escrever para o Bicha. Coração disparou!!! Depois dos olhos arregalados e um monte de interrogações na mente, esbocei um sorriso de felicidade, mas logo pesou a responsabilidade e dúvidas. A maior delas: escrever sobre o que? No final optei por escrever sobre algo que estava na mente e no coração naqueles dias. Vocês não imaginam o parto que foi pra esse filho nascer, mas aí se eu for contar, daria outro post.EmoticonBigSmile

É um assunto que realmente me preocupa e creio que aqui, onde passam tantas mulheres inteligentes, diferentes, conscientes, poderíamos trocar opiniões sobre. Afinal, é uma grande e difícil responsabilidade: educar os homens e mulheres de amanhã, até mesmo porque os queremos felizes.

Estava na cozinha lavando a louça do almoço, ouvindo Belchior e unindo minha voz a dele, quando uma briga entre mãe e filho, em um apartamento qualquer atrapalhou nosso dueto. O que mais chamou minha atenção foi a competição de quem gritava mais alto. E no meio da discussão, ouço o filho chamar a mãe de idiota, burra. O primeiro pensamento que me veio foi de que se eu tivesse feito algo parecido quando criança, com certeza não teria passado impune.

Eu e meu irmão apanhamos um bocado (não vou entrar no mérito do merecimento EmoticonBigSmile) Ela pegava a primeira coisa que via pela frente e a mais usada era a fita métrica, já que ela estava sempre no seu pescoço, pois era costureira. Toda vez que mamãe comprava uma fita nova, nós tratávamos logo de arrancar aquela parte de metal pois não éramos bobos nem nada.

Mas tinha o outro lado. Mamãe sempre foi muito carinhosa. Adorava abraçar, beijar, brincar, até rolar no chão com a gente. Foi assim por toda a vida. Ela faleceu há 3 anos vitima do mal de parkinson e demência parkinsoniana (que só 20% dos parkissonianos têm e que é igual ao Alzheimer) e até o final ela não perdeu isso, o ser muito carinhosa. O que mais sinto falta é justamente dos seus abraços e cafunés, dos chamegos. Além disso sempre conversou muito conosco e nunca nos deixou sem respostas. Conversávamos muito e mesmo adultos, era nossa melhor amiga e a quem recorríamos sempre para pedir conselhos.

Definitivamente apanhar como muitos apanhávamos não é algo legal nem saudável, todos sabemos disso, mas o oposto, o não fazer absolutamente nada, também não.

embroideryetcetera.com Uma coisa que me preocupa muito é a educação que as crianças vem recebendo há alguns anos, ou a falta dessa educação. Houve um tempo que jovens que faziam coisas erradas, eram favelados, baixíssima renda. Hoje estão em todas as classes sociais. Vejo que o que antes era exceção, está se tornando regra. Vejo crianças gritando com os pais sem nenhum respeito, algumas vezes até batendo. Vejo pais gritando com filhos e esses nem olham pra eles e continuam fazendo a mesma coisa como se nada estivesse acontecendo. Vejo pais que não conseguem sustentar um “não”, pois para ficarem livres da insistência da criança (que é bem esperta e já aprendeu o truque,) acabam cedendo ou para abrandar a culpa de não poderem estar muito presentes. Vejo pais sem tempo para conversar com seus filhos pois quando chegam do trabalho, as crianças estão dormindo, ou chegam tão cansados e já com outras coisas para fazer, que não param para dar alguma atenção, algum carinho. Enfim, é uma série de situações que conhecemos bem, que todos nós presenciamos na família ou entre amigos.

Não sou a favor de bater, mas acho que um castigo é sempre bem vindo. Impor limites é fundamental. Porém acima de tudo creio que o que falta é demonstração de amor. Dizer “não” é um ato de amor. Sentar para “conversar” é um ato de amor. Não ficar aos gritos, manter a firmeza no que fala é um ato de amor. Dar exemplo através de suas atitudes é um ato de amor, pois as crianças aprendem muito com o que vêem. Parar para dar carinho e atenção é um ato de amor. Saber impor limites é um ato de amor. Vejo crianças, jovens, adultos que desconhecem os valores mais importantes da vida. As famílias não estão ensinando esses valores, porque muitos dos pais de hoje já foram criados sem eles. E o mais importante deles, que é o respeito, está se perdendo.

“As crianças são o futuro”. Pelo que vejo hoje, tenho medo de como será daqui mais uns anos. Como serão os filhos dessas crianças, desses jovens? Que adultos se tornarão? Que tipo de profissionais serão? Que famílias formarão?

Creio que todos nós podemos ajudar para que esse quadro mude. Sempre podemos doar algo a uma criança, a um jovem que esteja em nossas vidas. Não tive filhos, mas a vida colocou muitos filhos na minha vida e eu sempre tentei dar a eles algum valor e carinho.

Imagem: Embroidery Etcetera

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Do Que É Viver A Vida Para Mim…

Novembro 30, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Nem é para falar sobre a novela do último horário da Globo que este post serve, mas para atender ao convite de Luci, que comanda o blog Vida há 3 anos. Aliás, o blog dela está prestes a completar 3 anos, e este post é para entrar na comemoração.

A blogagem coletiva é para falar do que o título do post suscita mesmo, é sobre viver a vida. Nossa! Tão abrangente a proposta…

A primeira coisa que veio a minha cabeça foi a tomada de consciência do que seria viver a vida em um determinado momento de minha história pessoal. A ficha caiu para mim quando perdi minha irmã há 4 anos, quer dizer, perdi a presença física.

Não se preocupe! Tocar nesse assunto hoje não significa que estou triste como naquele dia, mas que estou fazendo um favor para mim mesma de não perder de vista o que aprendi com a partida de Vania, minha irmã. Você já se deu conta que amanhã pode não estar aí?EmoticonEyebrow

Eu não me dava conta. Quer dizer, eu sabia que isso poderia acontecer comigo e com qualquer pessoa, mas essa sensação não era tão forte como passou a ser desde então.

Viver a vida tem sido uma sequência de escolhas pelo que faz sentido para mim dia após dia. Eu vivo hoje, fazendo o que eu estou a fim neste dia, o que me proporciona crescimento pessoal, o que estimula meus sentidos e me faz feliz.

Passei a ser irresponsável? Absolutamente! Isso nem combina comigo, com meu jeito de ser. Quem me conhece pessoalmente e de forma mais íntima, e sabe de minha história pessoal, me tem como sendo sensata, calma e equilibrada. Já escutei isso muitas vezes, e vai ver que é mesmo…

Portanto, eu não virei uma inconsequente, nem passei a ver a vida com excessos em romantismo ou ingenuidade. Não mesmo! A questão é que hoje eu tenho muito mais clareza e discernimento do que me satisfaz como pessoa, e eu não adio mais as coisas, nem deixo de ser honesta comigo mesma, com minhas vontades, por causa do julgamento alheio…

Cada um deve ter sua forma pessoal de viver a vida, sendo ela honesta com o que o deixa pleno ou não. Cada um sabe o quanto suporta para perder cada dia ostentando uma máscara, em prol de vaidades próprias de uma existência tão efêmera…

Cada um é que decide como quer aproveitar a dádiva de poder respirar enquanto ainda é possível, eu escolhi o meu jeito…

Qual é o seu? Não quer contar também?EmoticonHappy

Este post faz parte da blogagem coletiva proposta pela Luci, do blog Vida. Para saber tudo sobre esse movimento bloguístico de ideias, só clicar bem aqui.

Quer Ver Uma Imagem Inspiradora?

Novembro 27, 2009

flor

**O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Que tal esta aí em cima? Ela me inspira a enxergar o fim de semana que está por vir como um tempo bom, de alegria, de vida…

Isso te inspira também? Na dúvida, deixei aqui para que você visse e, oh! Faça bom proveito do que essa linda imagem te suscitar…

… espero que seja o melhor!!!

Bom fim de semana para nós!!!!

Imagem: My Saturnalia

Desdobramento dos comentários e do Twitter…

Novembro 26, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Ontem eu postei aqui no Bicha Fêmea uma indicação de post bacana, que foi escrito pela Fernanda, do blog Devaneios Domésticos. O post vale mesmo a leitura, porque mostra o relato do que aconteceu com a Fernanda, que levava uma vida acelerada (como a da imensa maioria das mulheres) e não parava sequer para prestar atenção no que estava acontecendo com o corpo dela. O post vale como alerta.

O ritmo de vida de Fernanda hoje em dia é outro, por escolha dela, porque felizmente foi possível ela dar espaço ao que era prioridade na sua vida.

Fabiana, que edita o Ideias, Detalhes & Dicas, refletiu sobre o que leu, questionou aqui no Bicha Fêmea e no Twitter (me segue aí!! – @bichafemea):

“…porque será que queremos ser sempre as heróinas?”

A pergunta deu “pano para manga”, pelo menos para mim, porque me pus a pensar na pergunta de Fabiana, e respondi:

Boa pergunta, Fabiana!

Difícil é não encontrar uma mulher que não tenha tomado para si, em algum momento da vida, esse papel, o de heroína. Eu também estou nesse meio… mas estou tentando me desvencilhar dessa armadilha, ao passo em que muitas vezes passei a questionar minha postura e pensamentos.

Comecei a pensar: se é possível ter uma vida menos acelerada, por que viver o contrário?

Evidentemente, não é possível para muitas mulheres esse tipo de escolha. Também é verdade que há muitas delas que levam uma rotina abarrotada de atividades, e são felizes assim. Mas eu me percebi não sendo, e assumi que outro modelo é que me fazia bem.

Sempre escutei o ditado de que o que é de gosto, é o regalo da vida (é assim?). Portanto, se a forma como se vive, apesar de cansativa, deixa a pessoa feliz, ótimo. Mas se não, e na verdade esse modelo de vida é o causador de exaustão diária, além de reclamações, por que continuar? Eu não continuei…

Nesse momento chego na opinião que tenho para a sua pergunta: eu acredito que a mulher sempre quer ser heroína porque aprendeu como verdade absoluta que para ser respeitada ela tem que “se virar nos 30”, nem que para isso ela leve uma vida no limite do cansaço e sem qualidade de vida alguma.

Qual a vantagem disso tudo mesmo? O que motiva esse tipo de postura? Eis mais alguns questionamentos…

Pois é, bonita! Foi isso aí logo acima que eu respondi para a Fabiana. E depois de dar minha opinião, adivinha qual dúvida veio a minha cabeça? Saber tua opinião sobre o porquê de as mulheres quererem sempre ser as heroínas.

As bichas fêmeas falam…

Fernanda, Devaneios Domésticos:

“…Acho que esta “vida louca, louca vida, vida breve” como já dizia Cazuza é uma constante auto afirmação. É fruto de uma sociedade que impõe, que cobra e que maltrata…”

Luci, Vida:

“…vejo as mulheres se questionando sobre tudo isso e não apenas se enfiando em tudo sem pensar. Tem que escolher prioridades, tem que aprender a deixar certas coisas prá lá, saber que sentar com os filhos e brincar um pouquinho relaxada é mais importante que a louça suja que está na pia (um exemplo simples, viu?) e o mundo não vai acabar por causa disso. Tem que parar de se preocupar com os outros, o que pensam, o que cobram, e principalmente se cobrar menos. “É preciso saber viver” porque senão a vida vem e te derruba e mostra que você pode parar que a vida não para…”

Dricca Kastrup, DRICCA KASTRUP:

“…Entendi, com ajuda de terapia, claaaaaaaaaro (meu terapeuta é simplesmente o máximo!) que, quando a gente aprende a se exigir menos, ganha o bônus de exigir menos do outro também, passa a compreender melhor a humanidade própria e alheia. Gente, alow ! O ser humano não é nem tem que ser perfeito ! A gente tem que se perdoar, tem que relevar !…”

Rosi, Mundinho Particular:

“Confesso que sou contraditória, reclamo da correria, mas sinto falta dela. Sou uma típica heroína: filha, profissional, amiga, mulher e amante. Ajudo sempre que posso, ligo, dô conselhos, me importo com os problemas dos outros, sofro, isso me cansa, mas é o que me move…”

Patrícia Pirota, Ainda MininaMá;

“…Não dá pra negar que os movimentos em prol da emancipação feminina afetaram por demais o comportamento das mulheres que vieram depois deles. É como se fôssemos, hoje, obrigadas a honrar os sutiãs queimados em praça pública tantos anos atrás.
E assim se vai engolindo o tempo com água, pra ver se consegue-se dar conta de fazer tudoaomesmotempoagora.
Eu já cansei de tentar ser a Mulher-Maravilha [até porque aquele collant é soooo last week xD]. Aceitei minhas limitações, minhas escolhas. Corro sempre, faço muita coisa, mas sempre o que me dá prazer. E se vou deitar na cama podre de cansada, fico feliz por ter feito o melhor pra mim, por mim, por ter feito o que quis…”

Flávia Zocoler, Casa da Flá:

“…Colocar-se na condição de heroína é uma opção. O importante é não esquecer que não temos super poderes e sair por aí, querendo salvar o mundo e esquecendo de si mesma.

O que podemos fazer de melhor para o mundo começa com o cuidado e o respeito que devemos ter com nossos limites. Aí está o segredo da Mulher Maravilha!…”

Claudia Ramalho, Feito a Mão:

“…O fato de sermos descritas como o sexo frágil cria um estigma que para muitas é ruim. Eu não preciso de ninugém para me dar suporte, mas posso precisar de ajuda eventualmente. Isso não me torna menos mulher, menos capaz.
É complicado… O que estamos fazendo aqui é uma verdadeira terapia de grupo…”

Post no Bicha Fêmea Que Indica Post Bacana…

Novembro 25, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

A melhor coisa que se pode fazer nessa blogosferademeuDeus é trocar, trocar e trocar… eu não canso de dizer e achar isso. E tenho cá para mim que a rede de relacionamentos que se cria entre os blogs femininos é que é das boas.

Não é mistério para ninguém que mulher gosta, e muito, de falar e conversar. É o que chamo de trololó

E convesa vai, post vem, texto aqui, experiência ali, dei de cara com um post da Claudia Ramalho, bicha fêmea que edita o Feito a Mão, indicando um outro post.

Eu, que nem gosto de me perder blogosfera afora… cof cof cof… lá fui eu conferir a indicação da Claudia. E me surpreendi…

O texto que li é um desabafo, um testemunho e, para quem quer que o considere assim, um alerta. Isso! Um alerta para mulheres que correm loucas de um lado para o outro (hein? Será que isso tem a ver com a gente?!EmoticonConfused ) e não perceberam (ainda) o mais importante…

Onde está esse texto? Está neste post, brilhantemente escrito pela Fernanda, do blog Devaneios Domésticos. É para ler e ficar com uma pulga atrás da orelha…

Do Seu Pouco Que Se Revela Em Meu Tudo

Novembro 20, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Ás vezes a gente sente uma alegria no coração, como um comichão que dá, que se a gente não fala, explode. Ou não dorme, ou não sossega, ou qualquer coisa nesse sentido…

Estamos em Novembro e, talvez você não saiba, o Bicha Fêmea vai completar 1 ano de vida depois de amanhã, no dia 22. Está muito novinho o blog, nem sei se ele está pronto para andar sozinho e em pé, mas do pouco que foi realizado até aqui, há um significado enorme e absurdo para mim. Já te contei? Tenho muito a te agradecer…

Fala para mim? O que é um blog sem a participação ativa de quem o lê? Faz algum sentido se não for assim? E se não faz sentido, que é como imagino que você pensa, esse blog seria qualquer coisa que fosse, sem você? Não, mil vezes e absolutamente não!

Então, é esse comichão que me dá… eu tenho que te agradecer, bonita! Muito obrigada por tudo até aqui…

Se para você pode parecer pouco o tanto de tempo e atenção, e crédito, que você tem dado ao Bicha Fêmea, saiba que para mim isso tem sido o máximo. É o teu pouco que tem feito o meu muito. O meu muito tudo!!!!

Muito, muito obrigada!

E, oh! A festa é na Segunda, hein? Você não quer participar? Olha aqui, bem aqui, quem já está nela…

Bicha Fêmea Convidada em Foco – Letícia

Novembro 18, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Se você me perguntar quem chegou no blog de quem, se eu no Casa de Catarina, editado pela Letícia ou simplesmente Lelê, ou se ela no Bicha Fêmea, nem sei mais informar…

Parece que foi ontem que começamos nosso trololó bloguístico, um vai e vem com trocas diárias, post a post, o que me rendeu o prazer de vê-la forjando aos poucos sua identidade como blogueira.

Já falei para a Lelê, em conversa por e-mail, que ela faz parte de uma turma de blogueiras que considero da melhor qualidade. Ela é o tipo de pessoa que me ensina muito com sua sensibilidade, humanidade, simpatia, honestidade e coerência. E, de quebra, me inspira e faz brilhar meus olhos com as fofurices que andam saindo de suas mãos, e belos textos com emoção escancarada que saem de sua mente, e passam por seus dedos…

Desconfio que depois da leitura desse texto você vai, sim, querer conhecer a Casa de Catarina, e muito mais porque você vai se enxergar nele do que qualquer outra coisa. Qualquer semelhança com seus sentimentos, não será mera coincidência…

Por Letícia – Casa de Catarina 

Como todas as “Bichas Fêmeas” que por aqui passaram, me sinto lisonjeada de contribuir um pouco com este blog que adoro! A Lidiane, com a sua natureza agregadora, criou um pequeno lar delicioso para todas nós convivermos, com um trololó pra lá de bom.

Foi muito difícil escolher o tema, pensei em tantas coisas, mas queria falar de algo mais pessoal, mais subjetivo, que normalmente não posto no meu blog. A subjetividade do texto o tornou ainda mais difícil de escrever, é sempre muito complicado falar de sentimentos com palavras. Peguei o tema de algo que a Lidiane sempre comenta comigo, da minha sensibilidade. Parei, refleti e escrevi um pouco sobre a minha relação com ela.

Um super beijo para todas as Bichas Fêmeas que por aqui passarem!

A descoberta e a sensibilidade

imagem Sempre imaginei que um dia acordaria e me descobriria uma pessoa “adulta”. Bem resolvida, toda cheia de mim, focada e mais uma grande quantidade de adjetivos que acreditava ser a definição de “GENTE GRANDE” ou “GRANDE MULHER”. Tanto fiz, que durante muito tempo, percorri caminhos para me firmar e ser aquilo que acreditava que era crescer: estudei, me formei, fui trabalhar (e me tornei uma workaholic), brigava, fingia não ter sentimentos e endureci. Eu realmente achei por muito tempo, que ser durona faria de mim uma pessoa mais forte, uma pessoa que sabe o que quer e que não tem dúvidas sobre a vida. Grande engano…

Pois bem, o dia de acordar adulta não chegou. E como toda pessoa que se permite, mudei. Mudei de opinião sobre o que é crescer. Este pequeno clique foi o começo de um processo que parece não ter fim. Sentia que a falta de sensibilidade não refletia o que eu era de verdade. A criatividade, algo que sempre foi muito forte na minha personalidade, estava guardada em algum lugar que eu não conseguia acessar. Acho que no fim das contas, tinha saudades de algo que eu era, ou melhor, ainda sou.

Foi neste dia, quando parei de olhar para fora e me preocupar com as minhas referências, que percebi que estava crescendo. Um trabalho sem fim, onde nós estamos na direção e muitas vezes não sabemos para onde ir. É desesperador um dia você acordar e perceber que é você quem dirige a sua vida. É uma responsabilidade muito grande. Muito mais fácil colocar este poder na mão de outras pessoas: dos pais, dos filhos, dos companheiros, dos amigos, do trabalho. A realidade é que a felicidade é nossa responsabilidade. E dá medo, administrar tudo isso.

Neste processo, tenho dias de ansiedade grande: a ansiedade boa, da busca pelo que desejo, mas também a ansiedade ruim, do medo de não saber por quais caminhos vou trilhar. E refletindo, descobri que precisava parar de PENSAR e começar a sentir… usar a minha intuição. Reabrir os canais. Me sensibilizar. Me descobrir.

Ser mulher hoje em dia é ser muita coisa. É ser substantivo: companheira, esposa, mãe, filha, irmã, profissional e amiga. É ser adjetivo: bonita, inteligente, forte, culta, carinhosa, sensível e sexy. É verbo: apenar ser. Este verbo de ligação que sozinho parece não ter nenhum sentido, quando acompanhado da palavra mulher se transforma em uma porção boas de coisas (ou seria de boas coisas). No meio de substantivos, adjetivos e verbos tento encontrar o meu caminho, buscando sempre a minha essência.

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E A Educação? Vem Mesmo De Berço???

Novembro 16, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

vintageholidaycrafts.comVocê já deve saber que eu não sou mãe, ?! Talvez você desconfie que eu alimente essa vontade. Pois, você está certíssima: eu quero muito passar por essa experiência. Talvez por isso mesmo eu já tenha entrado “no clima”, e alguns assuntos ligados a educação da criançada chamem a minha atenção. Ou talvez seja apenas o meu desejo de ver uma sociedade formada por cidadãos civilizados, e na qual serei anciã no futuro…

Certamente foi esse sentimento que me fez replicar um e-mail esta semana, onde havia um vídeo que mostrava como o comportamento dos adultos influenciavam a atitude dos pequenos. O vídeo mostrava adultos em situação de comportamento duvidoso, digo, falando aos berros, faltando com gentileza ao outro, entre outras coisas. E os pequenos? Naturalmente, faziam exatamente igual. A mensagem certamente nos inquieta, porque gerou uma certa discussão nos bastidores do Bicha Fêmea. Algumas meninas, para quem eu enviei o vídeo, me responderam colocando o seu ponto de vista, e acabamos por travar algum trololó. E eu nem gosto, ?

vintageholidaycrafts.com2O fato é que isso até deu pano para manga em outro post, de outra bicha fêmea navegante que recebeu meu e-mail, onde o vídeo foi postado. Se quiser vê-lo, caso não o tenha recebido, ele está no post “Crianças São o Nosso Reflexo”, da Raquel, do blog Simples e Original. Mas sabe por que ainda estou com essa inquietação na cabeça? É que vi um comportamento infantil típico de adulto mal educado e que, com certeza, deve ter sido motivado por algum exemplo próximo da criança.

No último Sábado eu passei o dia no Wet’n Wild, um parque aquático da região de Campinas. No espaço para as crianças havia uma fila para que elas usassem o toboágua. Qual não foi minha surpresa, horrorizada pela constatação da mensagem do vídeo, quando vi um menino que, ávido por brincar, furou fila e não soube esperar como os outros, e “emburacou” no toboágua. Lá embaixo o menino caiu por cima de uma menina que havia escorregado e, por isso, ela afundou a cabeça na água, o que a fez levantar desesperada com a boca aberta, procurando o ar. O menino estaria reproduzindo algo que ele vê e, inocentemente, acha que é normal e é assim que as coisas funcionam?

vintageholidaycrafts.com1 O Bicha Fêmea é frequentado por gente como você, que é inteligente, articulada e se questiona. Isso é fundamental, ao meu ver, para que deixemos de levar uma vida no “piloto automático”. Mas muito mais importante que ser revolucionário no campo das ideias, é sê-lo na prática. Então, pergunto: você, como mãe, tem consciência de suas ações e do quanto isso influencia no comportamento de sua cria?

Imagens: Vintage Holiday Crafts

As bichas fêmeas falam…

Esse post gerou uma discussão bastante interessante, disso não tenho dúvidas. E foi além, porque até post a mais saiu depois disso tudo. Acho isso bom, muito bom, quanto mais gente demonstrando com ações o quanto está preocupada com a educação dos pequenos, tanto melhor. Olha só o que comentou a Manuela, que edita o blog Manu Nygaard:

“…Lidi, to fazendoum post com o mesmo video que vc me mandou, fique chocada com o que vi, exatamente porse tratar da mais pura realidade. Só que abordei a coisa por outro angulo que talvez vc ainda não tenha pensado: nós damos o exemplo, nós escolhemos o que nossos filhos serão, logo é nossa responsabilidade. Se eles fazem o que fazemos não é apenas porque estejamos agindo errado, mas porque estamos agindo errado e dando mal exemplo também.
Dá uma olhadinha lá…”

Palavras têm força… e aqui vão elas!!!!!

Novembro 11, 2009

 

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Interação, solidariedade, respeito ás diferenças e sinceridade…

Eu quero que o Bicha Fêmea cresça, apareça e aconteça. Quem não quer? Mas quero isso com calma e pé no chão. Quero que estejam perto de mim e me ajudando nesse processo parceiros que acreditem nessas posturas elencadas, tudo numa via de mão dupla, porque só faz sentido para mim se for assim…

…talvez minha postura business não esteja tão apurada… mas é assim que sou…

E O Domingo? Como Vai?

Novembro 8, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

O meu vai bem…

E poderia ser melhor?

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Delicadezas simples, como panquecas feitas pelo marido para o café da manhã, é que trazem alegria a vida…

É ou não é?

As bichas fêmeas falam…

Você ainda duvida que o melhor do Bicha Fêmea está mesmo nos comentários? Até receita de panquecas saiu, bonita! E isso complementa bem e “por demais” o post, não?! Olha só o que comentou a Raquel, lá do blog Simples e Original:

“…Essas panquecas são uma delícia, mas aqui em casa quem faz sou eu! Eu cheguei até a postar a receita no meu blog, se as bichas fêmeas estiverem interessadas em experimentar – e eu recomendo – podem pegar a receita aqui ó…”

Obrigada, Raquel!!