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Bicha Fêmea Convidada em Foco – Luci

Dezembro 2, 2009

 

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Passear na blogosfera é bom, muito bom. Creio que você não questione isso, não é? Melhor ainda é quando você encontra num blog um jeito de escrever da blogueira, e de ver a vida também, que te ponha a refletir sobre algo. Eu valorizo isso, e muito, num espaço virtual que eu frequente.

Nem é preciso você concordar sempre com o que lê. Alguém já disse que a unanimidade é burra, e eu concordo com isso até demais. E enriquecedor mesmo é quando a troca de ideias, ainda que contrárias, se dá num nível tão maduro que a discordância talvez enriqueça mais do que se houvesse o contrário dela sempre.

Sabia que achei um espaço assim na blogosfera? Trata-se do Vida, comandado pela Luci. Respeito muito essa blogueira, demais até, e gosto de ler suas opiniões porque vêm de uma mulher madura, segura de si e da inteligência que possui, sem meias palavras e dona de uma redação limpa, elegante, coerente e objetiva.

Não poderia ser diferente neste post em que ela é a convidada de hoje. Luci discorre sobre como ela vê a quantas anda frouxa as relações mãe e filho hoje em dia, e fala com a autoridade de quem não precisou ter parido para ter a sensibilidade inquestionável de uma amorosa e sábia mãe. Só conferir…

Por Luci – Vida

Vocês não imaginam minha surpresa quando a Lidiane me convidou para escrever para o Bicha. Coração disparou!!! Depois dos olhos arregalados e um monte de interrogações na mente, esbocei um sorriso de felicidade, mas logo pesou a responsabilidade e dúvidas. A maior delas: escrever sobre o que? No final optei por escrever sobre algo que estava na mente e no coração naqueles dias. Vocês não imaginam o parto que foi pra esse filho nascer, mas aí se eu for contar, daria outro post.EmoticonBigSmile

É um assunto que realmente me preocupa e creio que aqui, onde passam tantas mulheres inteligentes, diferentes, conscientes, poderíamos trocar opiniões sobre. Afinal, é uma grande e difícil responsabilidade: educar os homens e mulheres de amanhã, até mesmo porque os queremos felizes.

Estava na cozinha lavando a louça do almoço, ouvindo Belchior e unindo minha voz a dele, quando uma briga entre mãe e filho, em um apartamento qualquer atrapalhou nosso dueto. O que mais chamou minha atenção foi a competição de quem gritava mais alto. E no meio da discussão, ouço o filho chamar a mãe de idiota, burra. O primeiro pensamento que me veio foi de que se eu tivesse feito algo parecido quando criança, com certeza não teria passado impune.

Eu e meu irmão apanhamos um bocado (não vou entrar no mérito do merecimento EmoticonBigSmile) Ela pegava a primeira coisa que via pela frente e a mais usada era a fita métrica, já que ela estava sempre no seu pescoço, pois era costureira. Toda vez que mamãe comprava uma fita nova, nós tratávamos logo de arrancar aquela parte de metal pois não éramos bobos nem nada.

Mas tinha o outro lado. Mamãe sempre foi muito carinhosa. Adorava abraçar, beijar, brincar, até rolar no chão com a gente. Foi assim por toda a vida. Ela faleceu há 3 anos vitima do mal de parkinson e demência parkinsoniana (que só 20% dos parkissonianos têm e que é igual ao Alzheimer) e até o final ela não perdeu isso, o ser muito carinhosa. O que mais sinto falta é justamente dos seus abraços e cafunés, dos chamegos. Além disso sempre conversou muito conosco e nunca nos deixou sem respostas. Conversávamos muito e mesmo adultos, era nossa melhor amiga e a quem recorríamos sempre para pedir conselhos.

Definitivamente apanhar como muitos apanhávamos não é algo legal nem saudável, todos sabemos disso, mas o oposto, o não fazer absolutamente nada, também não.

embroideryetcetera.com Uma coisa que me preocupa muito é a educação que as crianças vem recebendo há alguns anos, ou a falta dessa educação. Houve um tempo que jovens que faziam coisas erradas, eram favelados, baixíssima renda. Hoje estão em todas as classes sociais. Vejo que o que antes era exceção, está se tornando regra. Vejo crianças gritando com os pais sem nenhum respeito, algumas vezes até batendo. Vejo pais gritando com filhos e esses nem olham pra eles e continuam fazendo a mesma coisa como se nada estivesse acontecendo. Vejo pais que não conseguem sustentar um “não”, pois para ficarem livres da insistência da criança (que é bem esperta e já aprendeu o truque,) acabam cedendo ou para abrandar a culpa de não poderem estar muito presentes. Vejo pais sem tempo para conversar com seus filhos pois quando chegam do trabalho, as crianças estão dormindo, ou chegam tão cansados e já com outras coisas para fazer, que não param para dar alguma atenção, algum carinho. Enfim, é uma série de situações que conhecemos bem, que todos nós presenciamos na família ou entre amigos.

Não sou a favor de bater, mas acho que um castigo é sempre bem vindo. Impor limites é fundamental. Porém acima de tudo creio que o que falta é demonstração de amor. Dizer “não” é um ato de amor. Sentar para “conversar” é um ato de amor. Não ficar aos gritos, manter a firmeza no que fala é um ato de amor. Dar exemplo através de suas atitudes é um ato de amor, pois as crianças aprendem muito com o que vêem. Parar para dar carinho e atenção é um ato de amor. Saber impor limites é um ato de amor. Vejo crianças, jovens, adultos que desconhecem os valores mais importantes da vida. As famílias não estão ensinando esses valores, porque muitos dos pais de hoje já foram criados sem eles. E o mais importante deles, que é o respeito, está se perdendo.

“As crianças são o futuro”. Pelo que vejo hoje, tenho medo de como será daqui mais uns anos. Como serão os filhos dessas crianças, desses jovens? Que adultos se tornarão? Que tipo de profissionais serão? Que famílias formarão?

Creio que todos nós podemos ajudar para que esse quadro mude. Sempre podemos doar algo a uma criança, a um jovem que esteja em nossas vidas. Não tive filhos, mas a vida colocou muitos filhos na minha vida e eu sempre tentei dar a eles algum valor e carinho.

Imagem: Embroidery Etcetera

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Bicha Fêmea Convidada em Foco – Letícia

Bicha Fêmea Convidada em Foco – Elaine Gaspareto

Bicha Fêmea Convidada em Foco – Rejane

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Bicha Fêmea Convidada em Foco – Letícia

Novembro 18, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Se você me perguntar quem chegou no blog de quem, se eu no Casa de Catarina, editado pela Letícia ou simplesmente Lelê, ou se ela no Bicha Fêmea, nem sei mais informar…

Parece que foi ontem que começamos nosso trololó bloguístico, um vai e vem com trocas diárias, post a post, o que me rendeu o prazer de vê-la forjando aos poucos sua identidade como blogueira.

Já falei para a Lelê, em conversa por e-mail, que ela faz parte de uma turma de blogueiras que considero da melhor qualidade. Ela é o tipo de pessoa que me ensina muito com sua sensibilidade, humanidade, simpatia, honestidade e coerência. E, de quebra, me inspira e faz brilhar meus olhos com as fofurices que andam saindo de suas mãos, e belos textos com emoção escancarada que saem de sua mente, e passam por seus dedos…

Desconfio que depois da leitura desse texto você vai, sim, querer conhecer a Casa de Catarina, e muito mais porque você vai se enxergar nele do que qualquer outra coisa. Qualquer semelhança com seus sentimentos, não será mera coincidência…

Por Letícia – Casa de Catarina 

Como todas as “Bichas Fêmeas” que por aqui passaram, me sinto lisonjeada de contribuir um pouco com este blog que adoro! A Lidiane, com a sua natureza agregadora, criou um pequeno lar delicioso para todas nós convivermos, com um trololó pra lá de bom.

Foi muito difícil escolher o tema, pensei em tantas coisas, mas queria falar de algo mais pessoal, mais subjetivo, que normalmente não posto no meu blog. A subjetividade do texto o tornou ainda mais difícil de escrever, é sempre muito complicado falar de sentimentos com palavras. Peguei o tema de algo que a Lidiane sempre comenta comigo, da minha sensibilidade. Parei, refleti e escrevi um pouco sobre a minha relação com ela.

Um super beijo para todas as Bichas Fêmeas que por aqui passarem!

A descoberta e a sensibilidade

imagem Sempre imaginei que um dia acordaria e me descobriria uma pessoa “adulta”. Bem resolvida, toda cheia de mim, focada e mais uma grande quantidade de adjetivos que acreditava ser a definição de “GENTE GRANDE” ou “GRANDE MULHER”. Tanto fiz, que durante muito tempo, percorri caminhos para me firmar e ser aquilo que acreditava que era crescer: estudei, me formei, fui trabalhar (e me tornei uma workaholic), brigava, fingia não ter sentimentos e endureci. Eu realmente achei por muito tempo, que ser durona faria de mim uma pessoa mais forte, uma pessoa que sabe o que quer e que não tem dúvidas sobre a vida. Grande engano…

Pois bem, o dia de acordar adulta não chegou. E como toda pessoa que se permite, mudei. Mudei de opinião sobre o que é crescer. Este pequeno clique foi o começo de um processo que parece não ter fim. Sentia que a falta de sensibilidade não refletia o que eu era de verdade. A criatividade, algo que sempre foi muito forte na minha personalidade, estava guardada em algum lugar que eu não conseguia acessar. Acho que no fim das contas, tinha saudades de algo que eu era, ou melhor, ainda sou.

Foi neste dia, quando parei de olhar para fora e me preocupar com as minhas referências, que percebi que estava crescendo. Um trabalho sem fim, onde nós estamos na direção e muitas vezes não sabemos para onde ir. É desesperador um dia você acordar e perceber que é você quem dirige a sua vida. É uma responsabilidade muito grande. Muito mais fácil colocar este poder na mão de outras pessoas: dos pais, dos filhos, dos companheiros, dos amigos, do trabalho. A realidade é que a felicidade é nossa responsabilidade. E dá medo, administrar tudo isso.

Neste processo, tenho dias de ansiedade grande: a ansiedade boa, da busca pelo que desejo, mas também a ansiedade ruim, do medo de não saber por quais caminhos vou trilhar. E refletindo, descobri que precisava parar de PENSAR e começar a sentir… usar a minha intuição. Reabrir os canais. Me sensibilizar. Me descobrir.

Ser mulher hoje em dia é ser muita coisa. É ser substantivo: companheira, esposa, mãe, filha, irmã, profissional e amiga. É ser adjetivo: bonita, inteligente, forte, culta, carinhosa, sensível e sexy. É verbo: apenar ser. Este verbo de ligação que sozinho parece não ter nenhum sentido, quando acompanhado da palavra mulher se transforma em uma porção boas de coisas (ou seria de boas coisas). No meio de substantivos, adjetivos e verbos tento encontrar o meu caminho, buscando sempre a minha essência.

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Bicha Fêmea Convidada em Foco – Elaine Gaspareto

Novembro 4, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

A Bicha Fêmea Convidada em Foco de hoje é uma blogueira do tipo que é rara na blogosfera. Nessa bonita eu enxergo sinceridade sem grosseria, amizade sem afetamentos e elegância de comportamento. Não lembro ao certo quem chegou primeiro no blog de quem, mas foi tudo muito sutil. E tem sido assim, sutil e delicado, até hoje.

Elaine Gaspareto, blogueira com sensibilidade a flor da pele, escreve no blog Um Pouco de Mim. O blog tem mais dela do qualquer outra coisa: tem sua sensibilidade permeando cada texto; tem sua alma feminina estampada em desabafos, relatos e contos; tem sua inteligência denunciada em textos críticos e de opinião fundamentada; tem sua generosidade derretida em posts metabloguísticos

E mais ainda, tem ela própria, com seus textos a primeira vista de caráter umbigocentrista (como ela mesma diz…), mas que revelam muito da gente próprio. Desconfio que passe por aí todo o sucesso que o blog de Elaine tem alcançado, pela proeza de fazer com que tantas pessoas, tão diferentes, se enxerguem de alguma forma em suas palavras… é que Elaine se mostra transparente, sem máscaras, sem o que quer que seja, e com muita humanidade.

 

Por Elaine Gaspareto – Um Pouco de Mim

Quando a Lidiane me convidou para escrever um texto para o Bicha Fêmea fiquei muito feliz. Por 5 segundos. Depois fiquei muito preocupada. Por 1 mês. Mas quando sentei para digitar o texto que já estava todo formadinho na minha cabeça fiquei feliz de novo e vou ficar feliz para sempre. Tá, prá sempre é exagero. Mas estou numa felicidade imensa de grande como diz minha sobrinha.

Acredito que isso acontece com todas as mulheres que têm um texto seu publicado neste blog tão emblemático para todas as bichas fêmeas que navegam por aqui. Mas claro que a preocupação é: sobre o que escrever? Eu pensei, pensei e cheguei à conclusão de que teria que ser algo original e único. Mas o que pode ser original neste vasto mundo blogosférico? Hum, deixa ver… Claro! Eu! Porque nós, bichas fêmeas, somos todas únicas. Irrepetíveis. Exclusivas. Vamos lá?

Imagem_074[1] Eu tenho 37 anos. Nasci e vivi a vida toda numa cidade de menos de 40.000 habitantes.Casei aos 23 anos. Não posso ter filhos. Sou uma mulher muito simples, comum, do tipo que se você encontra na rua não olha duas vezes. Mas como toda mulher tenho um mundo dentro de mim.

Como disse, eu cresci em uma pequena cidade do interior de São Paulo. Sou caipira, sabe? E amo ser assim! Durante toda a minha infância eu vi minha mãe sendo submissa ao marido. Não só minha mãe, mas todas as mulheres que eu conhecia. Haviam dois tipos de mulher: as que se pareciam com minha mãe, donas de casa sujeitas ao marido-provedor-do-lar e as descasadas ou jamais casadas, enfim, as sem-homem (que expressão feia!). Essas pareciam viver melhor do que as amélias, mas um olhar mais acurado mostrava logo que não era bem assim pois o preço pela liberdade a mim me parecia alto demais.

O que fazer, então? Eu tinha horror de repetir o modelo que vira durante a vida toda em casa, um modelo que mesclava submissão (dela) e violência (dele). Mas também não queria aquela pseudo-liberdade, que me parecia muito radical e solitária. Para onde ir, então? Eu comecei a ler. Muito.

Enquanto as meninas da minha idade viam novela eu lia. E lia tudo o que me caísse nas mãos. E fui descobrindo que era possível uma vida diferente daquela que conhecia e na qual via murcharem mulheres que envelheciam antes dos 40 anos. Então eu conheci o marido. Claro que ainda não era o marido, mas veio a ser. Casamos jovens. E aprendemos juntos. Temos uma vida boa. Mas poderia ter sido diferente. Pois modelos ruins estavam por toda parte…

Imagem_059[1] Não acredito em casamento que dure e que seja feliz para ambos os cônjuges se o marido chega em casa depois de um dia de trabalho e encontra a casa uma zona, com sujeira para todo lado, roupa suja espalhada e a janta por fazer. Também não há amor que resista a um marido que chega em casa, se joga no sofá e espera que a mulher chegue do trabalho, arrume a casa, cuide das crianças, faça o jantar e se produza toda para uma tórrida noite de amor. Como fazer, então?

Penso que se você assumir o papel de super mulher vai acabar cansando muito cedo. Não há neste mundo quem consiga ser mãe, esposa, profissional, mulher bonita e bem cuidada, dona de casa exemplar, boa de cama e mais um monte de coisas, tudo ao mesmo tempo e agora! As conquistas femininas são importantes mas trouxeram um pesado ônus para a nossa geração. Continuamos com tudo o que sempre foi nosso "dever" e assumimos outros tantos "deveres" que fico com medo de onde a coisa vai parar! Buscamos tanto a igualdade e ela está mais longe do que nunca!  Duvida?

Então imagine a cena: um casal chega ao mesmo tempo do trabalho. A mulher senta no confortável sofá, tira o scarpin de salto alto e estica as pernas. Enquanto isso o marido vai direto para a cozinha começar o jantar. Enquanto isso vai dando banho no filho menor e ajudando o maior com a tarefa da escola. A mulher levanta, toma um banho bem gostoso, coloca uma roupa limpinha e cheirosa que o marido deixou sobre a cama enquanto arrumava o quarto e daí ela vai jantar. Depois do jantar ela vai assistir a novela enquanto ele coloca as crianças na cama e ajeita a louça que ficou na pia. Somente aí o marido vai finalmente tomar banho e desmaiar de cansaço, enquanto a mulher olha e pensa: "será que ele não me ama mais? Nem quis fazer amor hoje. Por que será?"

Imaginou? Quais as chances de acontecer? Mas o inverso acontece todo santo dia. Onde está a igualdade disso? Mas se deixar para o homem todo o peso das finanças de um lar não é mais possível, exigir de nós, bichas fêmeas do século XXI o desempenhar do papel de super- mulher também não é nada justo.

Casamento é parceria. Vida a dois é parceria. Sou casada há 14 anos e digo com toda a certeza que sem parceria não há chance de durar e ser feliz. E eu vim ao mundo para ser feliz. E fazer quem está à minha volta feliz. Não é?

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Bicha Fêmea Convidada em Foco – Rejane

Bicha Fêmea Convidada em Foco – Fabi

Bicha Fêmea Convidada em Foco: Flávia Zocoler

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Bicha Fêmea Convidada em Foco – Rejane

Outubro 21, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Uma das coisas que me dá muito prazer no espaço “Bicha Fêmea Convidada em Foco”, é a grata surpresa ao receber os textos enviados pelas convidadas. É sempre enriquecedor ter acesso a tantas ideias, sentimentos traduzidos em palavras, relatos de experiências, visões de mundo escancaradas em palavras. Considero, de verdade, que aprendo muito com todas elas, e é como vem sendo. E o melhor de tudo é dividir contigo esse aprendizado, e cair no trololó.

Acabo de constatar mais uma característica ímpar em mais uma bicha fêmea convidada: força de vontade, traduzida em disciplina e perseverança.

É, foi exatamente o que enxerguei ao ler o texto da Rejane, bonitona que edita o Casa Corpo e Cia. Acostumada a ler o blog dessa mulher super criativa e arteira, tão envolvida com o universo da decoração e embonecamento do lar, jamais imaginei a sua saga para estar em forma e bem consigo mesma.

O texto abaixo revela uma mulher madura, que se sabe bonita muito mais por estar saudável, do que por qualquer futilidade barata. Rejane nos dá uma lição de que é possível se sentir melhor quando se quer muito isso, mas que tudo seja feito com parcimônia e sabedoria. Tudo a seu tempo, e no tempo certo…

Por Rejane Batista – Casa Corpo e Cia

rejanebatista Olá gente querida! Bom, quero dizer, bichas queridas!

Toda bicha costuma descrever o que sente ao receber o convite da Lidi para o "Bicha Fêmea Convidada em Foco". Também vou dizer: me deu um frio na barriga! E depois fiquei super lisonjeada e muito feliz! Ah, e sem contar o ego, ? rs.

E depois de toda esta emoção, vem a questão: – O que vou escrever?

Vivo envolvida com o mundo da decoração, paisagismo, reciclagem, sustentabilidade… Qualquer um destes temas já daria uma história. Quando fiz o meu blog, a princípio seria o "Casa e Cia."; mas saúde e bem estar, que na minha vida hoje são prioridade, não poderiam ficar de fora.

Sempre fui magra, e nunca tive problemas com excesso de peso. Me casei com 21 anos e pesando 58 quilos ideais para minha estrutura óssea e altura. Com o tempo (ninguém engorda do dia pra noite), comecei a ganhar peso. Enquanto a minha calça preferida “cabia” tava tudo bem. Mas depois de alguns anos estava pesando 71 quilos! Queria encontrar um motivo para ter engordado e dizia quando me perguntavam: – Não sei por que engordei assim!

Mas eu sabia… sabia, sim! Foi toda a pizza, hambúrguer, coca-cola, trakinas (o biscoito recheado mais gostoso que existe e eu comia um pacote todo dia); resumindo: uma alimentação errada e uma vida sedentária.

antes_e_depois_-__bicha_femea RESULTADO: cansaço, falta de ânimo, ansiedade, colesterol alto, dor nos joelhos, inchaço, retenção de líquidos… chegou a um ponto que eu tinha que tomar uma atitude. Nunca pensei (e acho erradíssimo) fazer dietas mirabolantes e tomar medicamentos; precisava mais do que isso: Queria mudar a minha vida. Procurei uma nutricionista para me orientar e entrei na academia. Foram conquistas, sacrifícios e renúncias dia após dia, meses… emagreci 10 quilos em sete meses. Hoje não largo o meu exercício físico por nada e principalmente a minha aula de spinning, que é fundamental para queimar calorias, fortalecer o coração e os membros inferiores, e melhorar a circulação sanguínea. Hoje tenho disposição para tudo e me sinto sempre vigorada. A minha resistência física está ótima.

E por experiência própria, deixo estas orientações para as bichas que também querem mudar de atitude para uma vida mais saudável:

– exclua do vocabulário o termo “fechar a boca”. Isto não existe. Tem que comer sim, e toda hora, mas os alimentos certos e em pequenas quantidades.

– coma menos pão (ou nenhum). O pão tem ingredientes que viram gordura e acumulam direto no abdômen, ou seja, dá barriga.

– não queira ver resultados imediatos. Demora umas semanas para você começar a abotoar a calça melhor, e por este motivo…

– não desanime! No início é difícil e sacrificante, mas aos poucos o organismo se acostuma e o prazer em ver os resultado aumenta.

– não pense em perder 10 quilos em um mês. Tenha sempre em mente o objetivo de adquirir e manter hábitos saudáveis e o emagrecimento será conseqüência da sua nova atitude.

– se você perder peso muito rápido, o se organismo vai entender que você ficou doente, e vai fazer de tudo para te “ajudar” a recuperar o peso perdido. Como já disse, ninguém engorda do dia para a noite, então não queira emagrecer assim.

– beba muita água. Mas muita mesmo. Ela ajuda no processo de reeducação alimentar, hidrata a pele, lubrifica os músculos, e o principal: regula o intestino. Eu ando com minha garrafinha pra todo lado, mas também faço xixi toda hora, rs.

– faça exercício físico. Qualquer movimento que te agrade: caminhar, nadar, dançar, andar de bicicleta… o nosso corpo é uma máquina, e tem que estar em movimento para as articulações e músculos funcionarem bem. Além de viver melhor hoje, no futuro, será uma velhinha cheia de energia e disposição, (daquelas que vão para o forró e dançam até o dia raiar) e com menos doenças “de velhice”.

– procure ajuda. Não queira tomar providências sem saber antes o que está acontecendo com o seu corpo. Procure um médico e ele fará exames fundamentais para saber que caminho você terá que seguir.

Estar em forma é muito mais que vestir bem a calça jeans preferida; é estar bem consigo mesma.

Com tudo isso, o nome do blog foi decidido: “Casa Corpo e Cia.”

Um beijO em todas!

Até mais, Rejane.

As Bicha Fêmeas Falam…

A Rejane, a moça que escreveu o post de hoje, chamou a minha atenção para o detalhe das diferenças que ocorreram com ela no processo de perda de peso. Olha só:

“…CLICA NA FOTO DO ANTES E DEPOIS PARA AUMENTAR E VER A DIFERENÇA!

Dá pra ver o meu rosto inchado e a barriga suuper saliente, e olha que estou de roupa preta que ajuda a disfarçar e emagrece a silhueta….”

Então, Clica na foto!!

Bicha Fêmea Convidada em Foco – Fabi

Agosto 26, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

A convidada desta semana é a Fabi, do blog “Favas a Contar”. Conheci a Fabi não tem tanto tempo assim, e foi num momento em que ela estava dando os primeiros passos na blogosfera. Tinha iniciado o blog e já alertava naqueles primeiros posts que tinha muito a mostrar. E não é que era mesmo?

Fabi tem se revelado uma mulher extremamente inquieta artisticamente, cheia de ideias fervilhando na cabeça. Tudo o que ela imagina vai tomando forma através das mãos, surgindo a partir de sua mente inventiva. Foi assim que já mudou o visual do blog algumas vezes, até chegar numa identidade que traduza o que ela tem a dizer e fazer. E cada vez que muda, tanto melhor vai ficando. Ela tem a habilidade de se reinventar cada vez melhor, mais bonita, mais criativa…

E tem sido assim também nas criações que ela vem dando corpo. Convites, lembranças e tantos outros mimos têm surgido graciosos e exclusivos da máquina de criar que tem se revelado essa mulher, e saem do forno com a marca FAVAS DESIGN. E como se não bastasse, muito em breve virá a tona mais um projeto profissional da bonita, que é a abertura de sua loja virtual para facilitar a aquisição de suas artes.

Há muitas e muitas favas a serem contadas…

Por Fabi Carvalhos – Favas a Contar

Ser convidada para escrever no Bicha Fêmea pela Lidiane me fez sentir um enorme orgulho de mim mesma. Sim! Afinal é um blog super querido e acessado.  Bem, isso acabou me dando a ideia do que escrever para vocês, ou seja, todo o caminho que fiz até chegar ao “Favas a Contar”.

RECAPITULANDO…

www.polyvore.com Bem, mesmo antes de entrar na faculdade de Nutrição eu já gostava muito de tecnologia, artesanato, decoração e tudo que se referisse à comunicação visual, mas isto não estava bem claro na minha cabeça. Confeccionava enfeites e bijuterias, mas não tinha, e ainda não tenho, jeito com vendas, então acabava dando tudo de presente para as amigas e desanimava, afinal quem bancava esta minha “brincadeira” eram meus pais. Isto me fez começar a enxergar o artesanato como hobby. Cheguei a pensar em fazer Desenho Industrial, mas achava que só poderia cursar quem soubesse desenhar, coisa que definitivamente não tenho habilidade. Então, fui tentar fazer um curso de Computação na PUC. Quando me deparei com equações, códigos, números e mais números saí correndo!

Como gostava de biologia e química, e minhas amigas iriam tentar odontologia, entrei no mesmo barco, e me inscrevi para Nutrição. Passei, e mesmo não gostando do ambiente hospitalar segui até o final do curso incentivada por uma professora que dizia que eu escrevia bem e deveria seguir a carreira científica. Acreditei nela e lá fui eu. Fiz três pós graduações e atuei mais de 10 anos na área de qualidade.

Em 2006, tive um ano de altos e baixos, oscilando entre momentos de alegria e decepção. Conheci meu marido na virada do ano, num clima bem romântico, digno de filme, lua cheia, champagne, massagem nos pés. Uau! Uma loucuuura! Mas a felicidade durou pouco e alguns meses depois fui informada, junto com alguns colegas também com contrato temporário no governo, que encerrariam nosso contrato no final do ano. Conclusão, estava com o pé na rua. Mas como papai do céu escreve certo por linhas tortas, em outubro recebi uma notícia que, admito, me deixou bem apreensiva, mas certamente iluminou minha vida, estava grávida! Nossa! Quase desmaiei, literalmente. Tive uma crise de lombalgia que me deixou de cama dois meses. O tempo para eu me acalmar e tentar pensar no que poderia fazer. Bem, este tempo durou um pouco mais que a gravidez…:) Só defini mesmo o que iria fazer no final do ano passado. Queria fazer algo que me desse prazer, e ao mesmo tempo pudesse ganhar algum troquinho para ajudar nas despesas.

“E AGORA, JOSÉ?”, ou melhor, Fabiana?

www.polyvore.com1 Fiquei matutando, tentando descobrir o que eu gostava mais de fazer, o que faria até de graça, tamanha era minha satisfação! De graça? Ih! O “tico e teco” acordaram e resolveram me ajudar! Lembrei da minha infância e minha adolescência, de quando passava os finais de semana na casa da minha avó para aprender crochê, das aulas de educação artística de que tanto gostava, das horas que passei fazendo enfeites de cabelo para as amigas, de quando, na mesma época do curso na PUC, resolvi fazer cursos de pátina e texturização, da descoberta do scrapbook, e do prazer que me dominou novamente durante a gravidez quando preparei as lembrancinhas de nascimento e a decoração do quarto de Sophia. É isso! Pensei.

Aprendi muito com a Nutrição, conheci pessoas de várias áreas, experimentei trabalhos em cargos distintos, trabalhei numa multinacional, viajei pra caramba, vivenciei um cargo público, me decepcionei, agora está na hora de colocar as rodas nos trilhos, exercitar a mente e cuidar da alma. Decidi buscar um lugar ao sol fazendo arte!

NOVAS DESCOBERTAS

www.polyvore.com (2) Para criar o blog foi um pulo. No final do ano passado fiz um curso de webdesigner e outro de fotografia, que me ampliaram o horizonte, me ajudando a enxergar as coisas de outra forma, saber onde procurar por informações, e a identificar melhor as oportunidades na área de design. No início pensei em trabalhar como webdesigner, mas lendo sobre o mercado de trabalho descobri que é dominado por jovens, que diferente de mim, nasceram colados na tela do computador. O que levei alguns meses para aprender, e que ainda não me sinto tão segura em desenvolver, eles fazem de costas. E as agências procuram por eles porque além da facilidade de aprender novas tecnologias, o mercado de consumo hoje em dia é voltado totalmente para eles.

Então optei por tomar um caminho não tão desconhecido, que leigamente já tinha experimentado, confeccionar produtos artesanais. O design gráfico me atrai muito, e adoro Photoshop, então acho que, no momento, criar convites e lembrancinhas é um bom começo.

E onde divulgar meus trabalhos e dividir o que tenho aprendido? Claro, num blog! Quer melhor lugar para interagir, conhecer pessoas, saber suas opiniões, descobrir novos trabalhos! Confesso que não esperava fazer tantos amigos em tão pouco tempo, o blog está completando dois meses, mas não tenho como negar, estou amando! “Ô, trem bom”!
           

Antes navegava, predominantemente, por sites. Depois que criei o blog fui descobrindo as maravilhas da blogosfera. Tão mais calorosa! Não é à toa que no Brasil os blogs vem dominando os ranks de acesso web junto com Orkut e outras redes sociais.

LICENÇA, ESTOU ENTRANDO!

www.polyvore.com (3) Alguns blogs conseguem nos remeter até a um clima parecido com o do interior, e os chamam, por vezes, até de “cantinho” ou “minha casa”. Isto acabou me lembrando de parte da minha infância.

Minha mãe é do interior do RJ, de uma cidade que faz divisa com Minas Gerais. O tempo lá parece que não passa, ou melhor, até passa, mas bem devagar. Os moradores costumam ficar debruçados na janela ou sentados na varanda, observando o dia passar. Quando passa alguém é: Bom dia compadre! Como vai a família? E de lá vem a resposta: Ih! Sabe a Dona Laurinda? Está com uma tosse que não passa.
Pronto! O conversê toma prumo, o compadre pede licença, vai entrando e a conversa vai rolando. Se no primeiro o papo não vingar, não tem problema, o outro que passar acaba ficando. Tem sempre alguém querendo prosear.

Onde nasci, em Niterói, no RJ, o clima é um pouco parecido. É que a maioria dos moradores vem do interior, e passam de geração em geração o hábito do bom relacionamento. Quando se mudava alguém para o apartamento ao lado do nosso, lá ia mamãe se apresentar levando um bolinho ou outro agrado. Ah! Esqueci de comentar, é uma tremenda falta de educação não ter nada para oferecer às visitas. Mamãe sempre usou isto como desculpa para fazer bolos, que por sinal, são maravilhosos!

E na rua? Minha nossa! Passear com mamãe leva quase o dia todo. É um tal de parar para falar com o filho de não sei quem, a amiga não sei da onde, e quando já estou quase desistindo e indo embora, “Peraí, filha! Olha a Dona Sicraninha vindo ali… Mas menina! Como sua filha cresceu!”. Danou-se! Lá vamos nós de novo!

Claro, que no fundo sempre adorei tudo isso. Quer coisa melhor do que conversar sem compromisso? Ah! É uma delícia! Aprendi com mamãe a ser atenciosa com as pessoas, à retribuir demostrações de afeto, e a conversar, Ah! Isto aprendi direitinho! Falo pra caramba! Só me inibo quando encontro alguém que fala mais do que eu.         

Daí minha admiração por blogs como este da Lidiane. Já perceberam como a mulherada “rasga o verbo” por aqui? Eu, por exemplo, escrevo testamentos nos comentários, fico até envergonhada achando que estou exagerando. E leio cada coisa legal! Muito bom conhecer a visão de cada um sobre o mesmo assunto. Acabo aprendendo mais e mais. Os admiradores do Bicha Fêmea são tão despachados e desinibidos que saem comentários super irreverentes. Mesmo na crise a mulherada não perde o humor! Bom! Sinal de inteligência e criatividade.

NO CLIMA DO BICHA
           

www.polyvore.com (4) E para concluir minha participação neste blog cheio de informações e opiniões, não poderia deixar de dar minha contribuição.
           

Há um tempo atrás, quando estava decepcionada com a competição dentro da empresa que trabalhava, li um livro que me encheu de esperança e de ideias também. Se chama  “O amor é a melhor estratégia”, de Tim Sanders. Ele sugere que dividamos nossos conhecimentos com os companheiros de trabalho e amigos para que possamos aprender sempre mais, e formar uma rede de generosidade e companherismo. Eis a descrição que consta no site Submarino:

“Ter um trabalho gratificante, ganhar o respeito e a amizade dos colegas, ser capaz de aprender sempre mais, fazer mais negócios, influenciar positivamente as pessoas — estes são os temas de O Amor É a Melhor Estratégia. Tim Sanders apresenta neste livro os três pilares do sucesso e da realização profissional: conhecimento (que você acumula com sua experiência e, principalmente, através da leitura), rede de relacionamentos (os amigos e contatos que já possui, mas que tem de cultivar) e compaixão (o calor humano que é capaz de transmitir aos outros).”

Nestes meses de blog, recebi muito apoio, estímulo e energia positiva de pessoas conhecidas e de outras que conheci pela web. Tenho visto e lido blogs maravilhosos, mas acabei me deparando com algo que me fez repensar sobre a mensagem do livro, o plágio. Copiar, além de ser uma demostração clara de ignorância, também é um ato de desrespeito e desamor ao próximo. Daí, pensei: “E como as pessoas vão se sentir motivadas a dividir seus conhecimentos se alguns se aproveitam da bondade do outro?” Então cheguei a uma conclusão, quando dividimos abrimos nosso coração para tudo que é bom. Viver a situação de ser plagiado não é ruim, pois aprendemos a nos defender e proteger o que nos é valioso. E isto só nos ajuda a aprimorarmos nosso trabalho e continuarmos a dividir o que aprendemos.

Então é isto, pessoal! Muito amor, generosidade e compaixão para todos nós! O sucesso e realização virão como resultado com certeza!
Até!

Imagens: Polyvore

Bicha Fêmea Convidada em Foco: Flávia Zocoler

Agosto 20, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

A convidada de hoje eu apresento com um gostinho pessoal a mais, porque eu a conheci num dia em que realmente estava aberta a novas amizades virtuais… e que bom que foi assim!

Você que acompanha o Bicha, sabe que é uma característica minha o constante desejo de interagir por aqui, mas há dias em que essa vontade é mais que latente, e me motivam a fazer posts como esse, em que convidei com mais entusiasmo as bichas fêmeas navegantes a tecerem algum comentário. Nesse dia, para minha sorte, a Flávia comentou. E que talento passeava nos bastidores do Bicha sem que eu soubesse!

Flávia é dona do blog “Casa da Flá”, um espaço que encanta os olhos logo que se chega porque o visual é meigo, feminino, bonito. Por ser artista plástica, talvez esteja aí a explicação para aquele espaço também ter conteúdo recheado com bastante sensibilidade. Mas também tem conteúdo prático, cheio de dicas. É que Flávia está envolvida com a reforma da casa, e isso resulta em tudo o que se possa imaginar quando o assunto é casa, decoração e coisas bem familiares a nós, que somos divas do lar.

O post que Flávia quis mostrar no Bicha é de uma delicadeza ímpar, tudo o que é dito parece ser mesmo próprio de uma alma feminina, e ouso dizer que você vai, sim, se emocionar. Posso falar? Me arrepiei, sorri de um canto a outro do rosto,  enternecida e tocada pelo que li. Só eu sou boba assim? Será? …hummmm…me conta depois?EmoticonShy

Por Flávia Zocoler – Casa da Flá

O que escrever para as “mulheres bonitas e de comportamento elegante; inteligentes e do bem; com boas ideias e bom papo” que frequentam esta casa tão acolhedora?

Resolvi falar sobre a vida… espero dar conta do recado!

Um dia você acorda e percebe que tudo mudou. Pisa no chão devagarinho, desapega-se da barriguinha esculpida por anos de academia e descobre que não pode mais viver sem filé de frango com morango picadinho.

Começa a comer espinafre aos montes, toma litros de água e compra batas, muuuitas batas. Troca “Marie Claire” por “Mamãe e bebê”.

Desconfia que virou o Sol e tem certeza quando o mundo inteiro só tem olhos para você.

Chora fácil, muito e muitas vezes.

De repente percebe como o planeta é lotado de crianças e passa a se importar com elas.

Descobre as lojas de brinquedos, inclui o Discovery Kids aos seus canais favoritos e perde completamente a noção do preço das coisas quando chega em casa com um macacãozinho que custara três vezes mais que aquela bolsa lindíssima e absurdamente cara da vitrine do shopping.

Dorme cedo, acorda tarde e dorme a tarde. Come por dois em culpa.

Flá Escuta pela primeira vez seu coraçãozinho bater e chora… encanta-se, apaixona-se.

Passa horas pensando em rosa e azul, berços e mamadeiras.

Sai para tentar avistar terra firme, pois o enjoo já a obrigou a trocar de creme dental inúmeras vezes.

E um dia ele mexe. E você pára. E pára novamente todas as vezes que ele se mexe.

De repente você se acostuma com a ideia de que todos, a qualquer momento podem conversar com sua barriga e tocá-la e assustada percebe que seu bebê não é só seu, e que o mundo inteiro está grávido dele.

Numa manhã de sol tudo fica pronto e o primeiro choro é prefácio de uma nova história.

Sem manual chegam em casa. E juntos aprendem a ser mãe e filho. Passam a vida acertando, errando e perdoando.

Descobre, no meio de uma das muitas madrugadas em claro sua infinita capacidade de amar. E na primeira noite que ele dorme tranquilo você percebe o quanto depende dele para ser feliz e passa a noite acordada contemplando o milagre da vida.

E amamenta, troca fralda, e amamenta, leva ao pediatra, e amamenta e chora junto na primeira vacina.

Faz dormir no colo, dá banho de água mineral, pensa em lhe comprar um capacete quando ele ensaia os primeiros passos.

Fica inconformada quando no primeiro dia de Maternal despede-se com beijo e sorriso, sem esboçar nenhuma tristeza.

Flá 1 E um dia você acorda e percebe que tudo está diferente de novo. Pisa no chão devagarinho, apaixona-se novamente. E ouve mais uma vez a doce melodia do amanhecer de uma nova história.

Sorri ao descobrir que agora são dois corações seus que batem fora do seu peito e que se olham com o amor que só a cumplicidade dos irmãos explica. Pede a Deus que aquele instante dure para sempre.

Olha mais de perto e reconhece os traços de quem você ama misturados aos seus. Sente a brisa da imortalidade.

E você pára mais uma vez. Tem a certeza de que é absurdamente feliz e que os filhos são a melhor parte da vida, a expressão máxima do amor.

Bjsss carinhosos a todas as bichas fêmeas!

Flávia Zocoler

Bicha Fêmea Convidada em Foco – Ruby

Agosto 14, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Quem ilustra o espaço Bicha Fêmea de Hoje é uma mulher que tem a criatividade á flor da pele, e que sai com intensidade pelos poros. Ruby é uma blogueira extremamente arteira, parece brincar de criar…

Grudei no “Meu Canto, Minha Prosa” desde quando o visitei pela primeira vez, e não foi a toa que publiquei um post, há bastante tempo, para falar daquele espaço virtual que eu acabara de conhecer.

Quando a convidei para escrever no Bicha, logo imaginei que talvez saísse um PAP de mais alguma de suas deliciosas artes, por ter feito uma ideia mental da inventadeira de mimos que ela é. Mas qual? A bonita me surpreende, assim como em cada nova criação que sai de suas mãos de fada, e ela me manda um texto tão diretamente provocatico quanto este…

E como há muito nas entrelinhas, o que faz do texto algo bastante reflexivo, achei bem apropriado publicá-lo hoje para que ele siga conosco fim de semana afora.

É para pensar enquanto coça a cabeça…

Bom fim de semana para você!

Por Ruby Fernandes – Meu Canto, Minha Prosa

Dom e Responsabilidade

www.moodclipart.com (6) Eu morava em uma cidade pequena sem muitas opções de cursos . No segundo grau, optei pelo magistério, um curso que adorei ter feito. Sempre fui boa aluna, gostava de todos trabalhos manuais que o magistério exigia e não foram poucas as vezes que fui aluna destaque no mural da escola.

Adorava as professoras! Sim, eram todas mulheres e ouvia delas o tempo todo que seria uma excelente educadora.

www.moodclipart.com (2) Para os meus estágios, preparava o material a ser usado em cada aula com muito capricho e os alunos gostavam das brincadeiras que eu fazia com eles. Tudo muito certinho, certinho até demais…

O fato é que formei com notas maravilhosas e certa que estava preparada para ter uma turma de alunos só minha. Porque eu estou contando tudo isso? Não é para me vangloriar, longe disso! Vocês verão onde quero chegar.

www.moodclipart.com (7) Minha primeira turminha foi em uma escola particular para crianças pequenas. Posso dizer que eu era praticamente uma babá de luxo. Apesar de ter feito um bom trabalho durante o tempo em que fiquei nessa escola, não durei muito tempo lá. Não era o que eu queria.

Depois, veio uma quarta série de uma escola pública. Fiquei substituindo a professora titular e até achei o trabalho interessante, mas… É aí que queria eu chegar, nos dois casos estava tudo certo, mas não tinha e continuo não tendo DOM para ser professora!

Gente, acho maravilhoso encontrar pessoas que têm dom para o emprego que escolheram, isso é que faz toda a diferença. Querem um exemplo? Vocês já devem ter visto nos noticiários da TV professoras de lugares carentes, que nunca fizeram nenhum curso e dão aulas sem ganhar um centavo nas varandas das próprias casas? Isso é dom, vem lá de dentro, do fundo da alma.

www.moodclipart.com (4) É importante ressaltar que o dom não exime a pessoa da responsabilidade!

Tenho certeza que a humanidade seria muito mais feliz se as escolhas profissionais se baseassem no talento nato. Todos nós temos um, ou dois, sei lá. Só sei que em tempos de "pagando bem, que mal tem?" vemos tantas pessoas insatisfeitas com o rumo que deram para sua vida.

Dinheiro não é tudo mas, felicidade – a minha, a sua e da do próximo – essa é tudo sim.

Bjokas

Ruby

Imagens: Mood Clip Art

Bicha Fêmea Convidada em Foco – Claudia

Julho 30, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

Não faz muito tempo que encontrei a Claudia, do blog “Feito a Mão”, na blogosfera. Na verdade, ela me encontrou. Li o comentário que ela deixou no Bicha quando ainda estava fora, no meu último recesso.

Chamou a minha atenção o entusiasmo dela pelo que havia encontrado por aqui. Claro estava que ela gostou muito desse espaço, e logo que li o comentário, fui me sentindo mais feliz e recompensada por tê-la agradado tanto com tudo o que há por aqui. Desde então, as visitas (virtuais) em mão dupla jamais pararam…

O fato é que Claudia é uma blogueira muito elegante com as palavras, escreve posts no “Feito a Mão” que são uma delícia de serem lidos, escreve para a mulher moderna e inteligente como nós, que somos críticas e queremos aprender.

Claudia fala suas impressões da vida com visão sempre muito lúcida, enquanto permeia a conversa mostrando as manualidades de que tanto gosta. É arteira e artista. É uma mulher multitarefa, por assim dizer…

Por Claudia Ramalho – Feito a Mão

MATERNIDADE – UM APRENDIZADO QUE REQUER INTELIGÊNCIA

Tal qual Cecília Meireles, eu tenho cá minhas fases. Ora estou mais para a cozinha, ora me deleito com a costura. Ora me inclino para os bordados, ora para os artesanatos em geral. Ora me entrego à fotografia, ora me volto para o digital scrapbooking.

E há também aquela hora em que não quero fazer absolutamente nada além de observar o tempo passar e ver minhas filhas brincando, sem interferir… quieta… invisível… gravando na minha memória esses momentos raros e tão especiais que logo, logo, só existirão aí, nas minhas lembranças.

www.bethkrommes.com Dizem que a maternidade nos torna mais inteligentes. Katherine Ellison, uma escritora americana, estudou o assunto e publicou “Inteligência de Mãe” (Ed. Planeta). Segundo seus estudos, não se trata de aumento de QI (quociente de inteligência), o upgrade seria na inteligência emocional.

Alguém aí duvida que a maternidade seja um exercício diário de muitas características que compõem o conceito de inteligência emocional, como empatia, sociabilidade e motivação? Eu não.

A maternidade muda tudo, minha amiga. Desde o nosso corpo à nossa concepção de mundo. Mudamos as nossas prioridades e aprendemos, à força, a fazer o que for preciso para deixar nossos rebentos mais felizes.

Não é raro encontrar uma mulher, que nunca tinha entrado numa cozinha, aventurando-se a fazer sopinhas e papinhas para seu bebê.

www.bethkrommes.com (2) Comigo não foi diferente. Eu me apresento como uma mãe inventiva e curiosa que gosta de meter a mão na massa e fazer de um tudo um pouco para que a infância de suas filhas seja uma experiência alegre e prazerosa da qual elas sintam saudades quando crescerem.

Quando decidi criar um blog, tive a intenção de compartilhar minha experiência “faça você mesma” e mostrar que é possível criar coisas belas, simples e personalizadas, mesmo sem ser artesã profissional. Lembrar que nós não precisamos comprar tudo pronto, embora às vezes isso é necessário e muito prático. E deixar claro que nada se compara a falar de boca cheia, após ouvir um elogio: – FUI EU QUE FIZ, OBRIGADA.

Tudo que eu faço é, de certa forma, em função das minhas filhas. Se cozinho, é pensando em abrir-lhes o apetite; se bordo é para personalizar-lhes as peças de cama, mesa, banho e roupas em geral; quando invento de fazer um artesanato é para incrementar-lhes as festinhas; se enfeito as fotos de uma viagem num álbum de scrapbooking digital, também é por causa delas. Enfim, meu talento está intimamente vinculado à maternidade.

www.bethkrommes.com (3) Se fiquei mais inteligente depois que virei mãe? Não creio. Mas com certeza a maternidade me deu motivação para aprender tudo o que eu preciso. Se não sei algo, corro atrás de um tutorial, um livro, um site e não sossego enquanto não aprendo.

E ao mesmo tempo em que gosto de aprender, sinto um prazer enorme em compartilhar, seja uma técnica nova, uma dica valiosa, um macete… Porque se há uma coisa que mulher sabe fazer bem, desde as épocas das cavernas, é sociabilizar – trocar informações sobre tudo: desde recomendações alimentares a dicas de entretenimento infantil.

E alguém ainda duvida que ser sociável é ser inteligente?

Imagens: Beth Krommes

Bicha Fêmea Convidada em Foco: Karol

Julho 21, 2009

O endereço do Bicha Fêmea agora é www.bichafemea.com, você vai dar uma passadinha por lá?

www.wickedsunshine.com A long long time ago, quando comecei a ler a Karol, logo pensei: que mulher sensível! Pois é, acredito que essa é a melhor definição para a Karol, do blog “A DONA DO MUNDO”.

Essa moça me confunde muitas vezes, porque ela é um misto de delicadeza de sentimentos com solidez inabalável de ideias. E entre seus devaneios literários é que me deixo embalar, e vou junto com ela…

Para ler a Karol há que se permitir sentir o que vai por entre as palavras, nas entrelinhas. O espaço d’A DONA DO MUNDO é lugar para se ter coração aberto, alma solta ao vento e palavras combinadas ao sabor das emoções…

Por Karol – A DONA DO MUNDO

Acho que todas nós, convidadas da Lidiane, enfrentamos um dilema: a escolha do tema, a qualidade do texto. Queremos estar à altura dessa pernanbucana arretada, que escreve tão bem.

Pensei em falar sobre muitas coisas, e escrevi muitas outras, quando decidi ser o que sou: romântica, idealista, sonhadora… poeta.

O PREÇO DO AFETO

Quanto você pagaria por um abraço apertado, tipo abraço de urso?

O que você daria em troca de alguns minutos de atenção?

Quantas vezes notou que, quando fala, os outros lhe viram as costas?

Há quanto tempo não encontra alguém que se interesse verdadeiramente por você, pelas suas ideias?

Já ficou sozinha quando mais precisava de ajuda?

A verdade é que às vezes daríamos tudo que temos por um abraço, por atenção e por apoio. Mas diariamente, esquecemos de plantar afeto, de ser gentil, de olhar por alguém, ou de simplesmente escutar o que o outro tem a dizer. O sorriso sincero e espontâneo, o interesse, o real interesse, sem julgamento e preconceitos é capaz de transformar o mundo e as pessoas.

Hoje abracei meu pai, depois de muito tempo… não que eu não o veja com frequência, acho que apenas não tinha o costume.

Hoje dei um pouco de atenção a ele e descobri um homem que eu não conhecia. No meio de todos os problemas pelos quais está passando estavamos eu e o meu abraço, e na despedida o sorriso dele também estava presente.

“meu afeto custa um sorriso

e se não puder pagar,

dou-te meu coração

queria poder te dar flores

uma casa a beira do rio

um abraço

queria pegar na sua mão

e sair pra brincar

queria que “só por hoje fosse meu pai”

( k. 1995)

Penso sempre que o afeto é o amor mais apurado, mais doce, mais leve. Penso que é preciso dar, sem ter em troca.

Viva o afeto e a amizade!

Imagem: Wicked Sunshine

Bicha Fêmea Convidada em Foco: Rosi Costa

Julho 14, 2009

Este blog mudou de endereço para WWW.bichafemea.com     >>>>> passa lá!

Já faz um certo tempo que conheço o blog da Rosi, e o que sempre me atraiu naquele espaço foi o jeito “tô nem aí” das suas postagens. Não, a Rosi não é desbocada, mas também isso não seria algo que me afastasse. Não propriamente.

O jeito “tô nem aí” a que me refiro, e que é uma percepção pessoalminhadaminhapessoa, é a naturalidade com que ela se entrega e se mostra nos textos. Rosi escreve sobre tudo o que a cerca, inclusive os sentimentos dela própria para consigo e para seu amor. E escreve muito bem essa bicha fêmea, viu? Ela sabe fazer como a gente se sentir a vontade por lá, e querer opinar sobre as opiniões dela, porque o mundo que é dela ela divide conosco e mostra que empatia é com ela mesma. E as boas vindas são assim, ó:

Esse mundo também é seu:

* Que gosta de saber um pouco de tudo e mete a boca quando não gosta de algo;

* Que sofre com o peso, espinhas e o cabelo armado;

* Que não tá nem aí se esse espaço é legal, escreve o que gosta mesmo;

* Que não tem medo de suas preferências musicais, culinárias e amorosas;

* Que passa por fases difíceis, mas faz de tudo para não se abater;

* Que não é escrava da moda, mas dá sempre uma olhada nas revistas e pessoas na rua;

* Que tem poucos amigos reais e os virtuais são sempre bem vindos;

* Que tá quebrada, mas mesmo assim, leva um vidão.

Rosi

Não dá vontade de conhecer um pouco mais dessa bonita? Bom, é justamente por isso que ela é a Bicha Fêmea Convidada em Foco de hoje, que é para você ter o prazer de conhecer um pouco mais dessa mulher com talento nas palavras. Aproveite!!!

 

 

Por Rosi Costa – Mundinho Particular

O que escrever para mulheres blogueiras se elas sabem de tudo um pouco? Como escolher um assunto que seja adequado a esse cantinho e agradar a todas?

Depois de muito pensar, resolvi falar de uma fase que todas passaram ou passarão. Algo que assusta muito mais do que quando se vivencia.
Adorei o convite e reproduzo um texto que apareceu semelhante lá no meu Cantinho Particular, mas que ganhou nova e moderna roupagem para o “Bicha”.

www.fabrics.net (2) Ter 30 anos é como ser uma garota super poderosa.

Tudo muda, seu metabolismo muda, você já não emagrece com facilidade, seu intestino fica preguiçoso e fazer um checkup já não é um bicho-de-sete-cabeças. Começam a aparecer os primeiros cabelos brancos, você passa realmente a se preocupar com as rugas, com a celulite, flacidez, com o estilo de roupa que irá usar (imagina você nessa idade querendo passar por menininha com roupinhas rosa e fru-frus?!). Seu plano de saúde aumenta, as mini-saias já não caem tão bem.

Se você estiver comprometida tá na hora de pensar em ter um baby ou congelar os seus óvulos como garantia futura; se estiver solteira passa a acreditar que ficou mesmo “no caritó” = “para titia” e quer correr atrás do prejuízo, sem esquecer-se de separar o joio do trigo.

Você começa a repensar na sua postura perante a sociedade e quem sabe se preocupar em agradar os outros. Você fica mais corajosa, Pensa em reciclagem, em um mundo melhor, em querer fazer bem ao próximo. A verdade é que ter 30 anos é uma responsabilidade e tanto.

www.fabrics.net Eu fui uma das primeiras a fazer 30 anos da minha turma de amigas. E para mim, fazer 30 anos foi realmente um divisor de água. Tive uma crise em relação à minha vida profissional, é verdade. Mas foi tanta coisa boa, tantas mudanças.

Eu já fiz faculdade, uma pós-graduação e um MBA e to querendo um mestrado. Já passei pelos estágios, pelo programa de trainee, coordenei uma equipe e tive meu trabalho reconhecido duas vezes consecutivas por um projeto que escrevi. Já fui tia e tive a oportunidade de cuidar de uma criança, coisa que faço muito bem pelo fato de ter 09 sobrinhos. Já fui traída por amigos, conquistei outros, encontrei gente boa de verdade. Voei de avião, conheci o nordeste e o sul, conheci o interior de São Paulo. Já fui católica, protestante e virei espírita, fui voluntária e amei fazer o bem a quem precisa. Já fui noiva, me preparei e desisti de um casamento, já traí, sofri horrores por desilusão, encontrei o amor da minha vida, aquele que eu tinha certeza não existir e que me provou que certezas são subjetivas.

É engraçado que você passa a conhecer um monte de balzacas como você, cheia de dúvidas e ansiedades. Aí quando baixa a auto-estima, você lembra das incríveis trintonas Angelina Jolie, Cameron Diaz, Nicole Kidmann, Maria Fernanda Cândido, Ivete Sangalo e que você pode chegar a ser tão lindona quanto a Cristiane Torloni, Luisa Brunet e Lucinha Lins.

A gente não tem pressa para viver, a gente só queria era chegar a essa idade com nosso primeiro milhão garantido, isso sim.